Jaques Wagner chama atitude de Bruno Reis com Lula no Carnaval de “grosseria”
Declarações foram feitas durante balanço do Carnaval 2026; parlamentar também comentou influência política de Lula e críticas de ACM Neto.

O senador Jaques Wagner (PT) classificou como “grosseria” a postura do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Carnaval da capital baiana, no último sábado (14), no circuito Osmar, no Campo Grande.
A declaração foi concedida ao BNews nesta quarta-feira (18), após a apresentação do balanço oficial das ações do Governo da Bahia para a festa. Para Wagner, faltou cordialidade institucional por parte da gestão municipal ao não recepcionar o chefe do Executivo federal.
“Achei uma grosseria do prefeito. Um presidente da República numa festa da importância do Carnaval de Salvador deve ser saudado, independentemente do partido. Chegaram a fechar o camarote da prefeitura. Reverência é uma coisa, falta de educação não é”, afirmou o parlamentar.
O senador também avaliou que, caso o presidente tivesse descido para a pista, a recepção popular teria sido expressiva. Ele rebateu ainda críticas sobre a existência de um grupo político fechado no estado e afirmou que as gestões do PT ampliaram a participação econômica e política.
“Se o presidente Lula descesse para a pista, quem ia sumir na poeira era o ex-prefeito. O carinho do povo daqui pelo presidente é impressionante. […] Quando a gente chegou, derrubou a panelinha. O governo não tem uma empreiteira escolhida. Não tem televisão carimbada, rádio carimbada, imprensa carimbada. Ele deve ter se olhado no espelho quando falou disso”, frisou ao BNews.
Ao comentar declarações do ex-prefeito ACM Neto, que minimizou a visita presidencial, Wagner disse que a força política de Lula permanece elevada no estado e citou as manifestações de apoio durante a festa.
“Na minha opinião, a força de Lula é incrível. Você vê o carinho do povo aqui no Carnaval, no Rio de Janeiro, em todos os lugares que ele passa. Eu não tenho ilusão: com essa polarização mundial, as eleições serão sempre duras. Não tem mais ninguém ganhando de 70 a 30. É 55 a 45”, afirmou.



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