Ivoneide Caetano lança movimento “Mulheres Vivas” e convoca Bahia para reagir contra o feminicídio
Deputada federal apresenta iniciativa que une mobilização social, incidência política e fortalecimento da rede de proteção às mulheres

Em defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT) lançou, neste sábado (17), o movimento “Mulheres Vivas – Basta de Feminicídio”, uma iniciativa que une mobilização social e incidência política para enfrentar um dos maiores problemas do Brasil: a violência letal contra mulheres.
O lançamento ocorreu na Bahia e reuniu mais de 500 mulheres, entre lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais, profissionais da rede de proteção e cidadãs mobilizadas pela causa. O objetivo do movimento é percorrer diferentes cidades do estado, promovendo debates, ações de conscientização e construção de propostas concretas para o enfrentamento ao feminicídio.
Durante o evento, Ivoneide Caetano destacou o cenário preocupante do país. “Nós estamos vivendo um momento muito preocupante no Brasil. Os índices de feminicídio seguem altos e continuam crescendo, infelizmente, o que revela que a violência contra as mulheres ainda é um dos maiores desafios do país”, afirmou.
Segundo a parlamentar, a criação do movimento surge da necessidade de transformar indignação em ação. Para ela, o enfrentamento à violência de gênero exige políticas públicas estruturadas, fortalecimento das leis e atuação firme do Estado em todas as esferas.
“O nosso mandato está lançando o movimento Mulheres Vivas, uma iniciativa que nasce do diálogo com as mulheres, com os movimentos sociais e com o poder público. Vamos percorrer diversas cidades da Bahia para mobilizar, denunciar e construir soluções concretas”, explicou.
O movimento Mulheres Vivas contra o feminicídio articula três eixos principais: mobilização social, incidência política e fortalecimento da rede de proteção. Em cada município visitado, serão promovidos encontros para discutir prevenção, acolhimento, acesso a direitos, funcionamento das políticas públicas e a responsabilidade direta do Estado no enfrentamento à violência.
Ivoneide ressaltou que o projeto não se limita a discursos simbólicos, mas busca resultados práticos. “É um chamado à ação para prefeitos, câmaras municipais, secretarias, sistema de justiça e sociedade civil. Precisamos assumir que a luta contra o feminicídio é uma responsabilidade coletiva”, afirmou.
O movimento também pretende atuar como instrumento de escuta ativa das mulheres, especialmente daquelas que vivem em situação de vulnerabilidade social, ampliando a participação popular na formulação de políticas públicas mais eficazes.
A deputada reforçou que o feminicídio não é um problema isolado, mas o ponto extremo de uma cadeia de violências que inclui agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e sexuais. Por isso, o Mulheres Vivas propõe uma abordagem integrada, que envolve educação, saúde, assistência social, segurança pública e justiça.
O lançamento do movimento ocorre em um contexto nacional de alerta. Dados recentes mostram que, apesar dos avanços legislativos, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, os números continuam elevados, evidenciando a necessidade de ampliar a efetividade das políticas públicas.
Para Ivoneide Caetano, o Mulheres Vivas consolida o compromisso do seu mandato com a defesa da vida das mulheres. “Essa luta não pode ser episódica. Ela precisa ser permanente, contínua e estruturada. Nosso compromisso é transformar a dor em força, a denúncia em política pública e a indignação em mudança real”, concluiu.



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