Ivana propõe mutirão de reconstrução mamária no interior da Bahia e mira redução de filas no SUS

Indicação na ALBA sugere ações no Hospital do Alto Sertão para ampliar acesso de mulheres à cirurgia pós-mastectomia

Bahia
Ivana propõe mutirão de reconstrução mamária no interior da Bahia e mira redução de filas no SUS
Foto: SandraTravassos/AgênciaALBA

A deputada Ivana Bastos apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), uma indicação ao governador Jerônimo Rodrigues e à secretária estadual de Saúde Roberta Santana propondo a realização de um mutirão de reconstrução mamária pós-mastectomia. A ação tem como foco inicial o Hospital Estadual do Alto Sertão (Heos), com possibilidade de expansão para outras unidades do estado.

A proposta atende a uma demanda da Fundação Bahiana de Cardiologia e Combate ao Câncer, responsável pela gestão do hospital, e busca descentralizar o atendimento oncológico, garantindo às mulheres do interior acesso a um direito previsto em lei pelo Sistema Único de Saúde.

Segundo Ivana Bastos, apesar de a legislação assegurar a cirurgia reconstrutiva há mais de duas décadas, ainda existe déficit no atendimento. Dados apresentados pela parlamentar indicam que o país registra cerca de 23 mil mastectomias por ano, mas apenas aproximadamente 10 mil reconstruções. “Observa-se que, mesmo com as garantias legais, apenas 25% a 30% das mulheres que passam por mastectomia no SUS conseguem realizar a reconstrução mamária”, afirmou.

Pesquisas mostram que somente 27,6% das mulheres conhecem plenamente esse direito. Estudos da Fiocruz apontam ainda que o acesso aos procedimentos permanece concentrado nas capitais e grandes centros, o que amplia o tempo de espera para pacientes de regiões interioranas, como o Alto Sertão.

Momento considerado estratégico

A indicação destaca que o cenário atual é favorável para a implementação da medida, após a criação de estratégias nacionais para ampliar o acesso à reconstrução mamária e reduzir filas.

Para reforçar a viabilidade do mutirão, a deputada citou experiências bem-sucedidas em outras regiões. O Hospital da Mulher, em Salvador, realiza até 50 cirurgias mensais e já promoveu mutirão com 25 procedimentos em um único dia.

No Hospital Universitário Walter Cantídio, no Ceará, a fila foi temporariamente zerada após cirurgias em 20 pacientes. Já a rede pública do Distrito Federal realiza mutirões anuais desde 2016, com até 48 cirurgias em uma semana. Na Paraíba, o Hospital Universitário Lauro Wanderley beneficiou 35 mulheres em um único evento.

Para Ivana Bastos, a aprovação da iniciativa representaria um avanço na interiorização do cuidado oncológico. A parlamentar defende que o Heos tem capacidade de aproximar o atendimento especializado das pacientes, reduzindo deslocamentos longos até a capital e contribuindo para a recuperação da autoestima e da qualidade de vida de mulheres baianas.

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