Inflação 2026 volta a cair e anima mercado financeiro

Boletim Focus aponta quinta queda seguida na projeção do IPCA para 2026, enquanto Selic deve começar a recuar a partir de março

Brasil Notícias
Inflação 2026 volta a cair e anima mercado financeiro
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, foi revisada para baixo mais uma vez. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central, a estimativa para 2026 passou de 3,99% para 3,97%, marcando a quinta redução consecutiva.

A expectativa segue dentro do intervalo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Para os anos seguintes, o mercado manteve as projeções: 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028 e 2029.

A primeira leitura oficial do IPCA de 2026 será divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o índice referente ao mês de janeiro. Em dezembro, a inflação fechou em 0,33%, puxada principalmente pelo aumento nos preços das passagens aéreas e dos serviços de transporte por aplicativo. Com isso, o IPCA acumulou alta de 4,26% em 2025.

Selic deve começar a cair em março

Para controlar a inflação, o principal instrumento do Banco Central é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Mesmo com a desaceleração da inflação e do dólar, o colegiado manteve os juros pela quinta reunião consecutiva.

Em comunicado recente, o Copom indicou que poderá iniciar o ciclo de cortes já na reunião de março, caso o cenário econômico permaneça estável. A projeção do mercado é que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano, caia para 10,5% em 2027, 10% em 2028 e chegue a 9,5% em 2029.

Crescimento econômico e dólar

O boletim Focus também manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,8% para 2026 e 1,8% para 2027. Para 2028 e 2029, a expectativa é de expansão de 2% ao ano. No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira avançou 0,1%, desempenho considerado estável pelo IBGE.

Já a cotação do dólar segue estimada em R$ 5,50 ao final de 2026, patamar que deve se manter até pelo menos o fim de 2027, segundo as projeções do mercado financeiro.

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