Homenagem ou cópia? Nova camisa do Bahia resgata fantasma do 7×3 de 2013
Post nas redes sociais compara novo uniforme tricolor com modelo do Vitória

A rivalidade entre Bahia e Vitória ganhou mais um capítulo — e dessa vez fora das quatro linhas. Um post da página de entretenimento “Comédia Baiana” colocou lado a lado a nova camisa do Bahia para 2026 e um modelo utilizado pelo Vitória em 2013, levantando a pergunta que incendiou os comentários: “É verdade que a nova camisa do Bahia é uma homenagem à camisa que o Vitória usou naquele 7 a 3?”
A provocação foi o suficiente para reacender memórias e cutucar feridas antigas — principalmente a do histórico Ba-Vi de 2013.
O post que virou debate
A publicação traz uma colagem com os dois uniformes e aposta na semelhança visual para alimentar a rivalidade. O tom bem-humorado rapidamente deu lugar a uma disputa entre torcedores, que lotaram os comentários com provocações.
Do lado rubro-negro, o passado virou argumento:
“tem que homenagear o pai deles!!!”
“Dinei agradece a homenagem”
“O Jahia imita tudo do Vitoria, até as músicas”
“Verdade verdadeira, e Dinei estará autografando as camisas”
Já entre os tricolores, a resposta veio no mesmo tom:
“A diferença é em cima do escudo rsrs”
“Torcedor do vitória tá preso em 2013, quando eles vão sair de lá?”
“O tema é a voz do CAMPEÃO, não do vice campeão. Boa noite”
“Um time de 125 anos, e sua maior conquista é uma goleada no rival kkkkkk. Enfim”
“Já se passaram 13 anos ADM… De lá pra cá o vitória só ganhou 3 títulos.”
“As viúvas de placar, única coisa relevante que conseguiram nos últimos 15 anos”
A nova camisa do Bahia
Lançado oficialmente para a temporada 2026, o uniforme principal do Bahia mantém a tradição: camisa branca, calção azul e meiões vermelhos. A peça foi apresentada em parceria com a Puma e carrega o conceito “A voz do campeão”.
A camisa traz uma faixa diagonal em azul e vermelho atravessando a parte frontal até a manga esquerda, elemento central da identidade visual.
Segundo Rafael Soares, Diretor de Marketing e Negócios do clube:
“Esta nova versão da tradicional camisa branca representa muito mais do que um uniforme. ‘A Voz do Campeão’ é um conceito que nasce do orgulho de 95 anos de conquistas, mas também da confiança em tudo o que ainda construiremos juntos. Conseguimos unir tradição, inovação e sustentabilidade em uma peça que carrega identidade e propósito”
A peça chega ao mercado com valores definidos: a versão “jogador” é comercializada por R$599,99, enquanto a versão “torcedor” sai por R$369,99.
As vendas acontecem nas lojas oficiais do clube, no site do Bahia e também nos canais da fornecedora Puma, além de parceiros comerciais. O novo uniforme estreia diante do Red Bull Bragantino, na Arena Fonte Nova.
O uniforme do Vitória em 2013
Do outro lado da comparação está a camisa 2 do Vitória lançada em 2013. O modelo branco também trazia elementos marcantes no design: duas listras atravessadas no peito, uma vermelha e outra preta, além de detalhes que modernizavam o uniforme da época.
Produzida pela Pênalty, a linha daquele ano foi apresentada em um evento com jogadores, dirigentes e torcedores, marcando uma das temporadas mais emblemáticas do clube.

O peso de 2013
A comparação não é por acaso. O uniforme rubro-negro remete diretamente ao Ba-Vi que terminou em 7 a 3 para o Vitória, na Arena Fonte Nova, pela final do Campeonato Baiano.
O jogo começou com um roteiro já conhecido naquele ano: o Vitória se impôs cedo. Ainda no primeiro tempo, Gabriel Paulista, Dinei e Fabrício transformaram a superioridade em gols, enquanto Fernandão descontou para o Bahia.
Mas foi na segunda etapa que o clássico saiu do controle. Em um intervalo de poucos minutos, a rede voltou a balançar rapidamente — e não parou mais. Com um jogador a mais após a expulsão de Fahel, o Vitória ampliou com autoridade.
Dinei foi o nome da noite, marcando três vezes. Maxi Biancucchi também deixou o dele, consolidando a goleada. Pelo Bahia, Fernandão e Adriano Michael Jackson ainda tentaram reagir, mas o placar já tinha dono.
O resultado não só encaminhou o título como entrou para a história do clássico — e, como ficou evidente mais de uma década depois, segue sendo usado como argumento em qualquer debate.



Comentários: