Frustração na Fonte Nova: Ceni chama queda do Bahia de “prejuízo gigantesco” e admite pior momento no clube

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Frustração na Fonte Nova: Ceni chama queda do Bahia de “prejuízo gigantesco” e admite pior momento no clube

A eliminação do Bahia ainda ecoava nos corredores da Arena Fonte Nova quando Rogério Ceni tentou traduzir o sentimento em palavras. Não foi um simples tropeço. Para o treinador, a queda na segunda fase da Copa Libertadores representa um “prejuízo gigantesco” — dentro e fora de campo.

“Prejuízo gigantesco. Não ter o calendário internacional, independente de Libertadores, que era o objetivo, ou Sul-Americana, é um prejuízo que vai demorar para reverter essa situação. Nós temos que mobilizar e motivar para o próximo jogo, temos uma semifinal do sábado e esperamos estar na final do campeonato estadual, retomar o Brasileirão para construir tudo de novo, mas é muito demorado”, afirmou o treinador..

Em entrevista coletiva após a derrota, o comandante tricolor deixou claro que o impacto vai além do resultado. Sem avançar na competição, o clube perde o calendário internacional em 2026, algo que era tratado como prioridade na temporada.

“Depois de uma derrota você nunca está satisfeito com absolutamente nada”, afirmou.

Calendário comprometido e reconstrução lenta

Ceni ressaltou que a ausência em torneios continentais, seja na Libertadores ou até mesmo na Sul-Americana, gera consequências que não se resolvem rapidamente. Segundo ele, o dano exige tempo para ser superado.

O treinador destacou que o grupo agora precisa redirecionar o foco. O Bahia tem pela frente a semifinal do Campeonato Baiano e, na sequência, o início do Brasileirão. A missão, segundo o técnico, é reconstruir o caminho competitivo passo a passo.

O momento mais delicado desde 2023

No comando do Bahia desde setembro de 2023, Ceni já atravessou eliminações e até disputas de título que terminaram em decepção. Ainda assim, ele foi categórico ao classificar a derrota para o O’Higgins como o ponto mais sensível de sua trajetória no clube.

Para o treinador, a sensação é de que um trabalho de um ano inteiro pode se desfazer em detalhes. Ele admitiu que o impacto emocional é pesado e não desaparece de imediato, exigindo um esforço coletivo para evitar que a frustração comprometa o restante da temporada.

“Se passa um ano inteiro para construir uma oportunidade como essa, e, em 90 minutos, ou muitas vezes em um lance bobo, você acaba jogando tudo fora. Mas é algo psicologicamente muito difícil de reverter de forma imediata, é um peso gigantesco que a gente carrega para a sequência do ano. Sem dúvida é o momento, psicologicamente, mais desfavorável que enfrentamos desde minha chegada”, completou.

O que resta na temporada

Com a saída precoce da Libertadores, o Bahia passa a concentrar forças apenas nas competições nacionais: o mata-mata do Campeonato Baiano, o Brasileirão e a Copa do Brasil.

Agora, o desafio do elenco é transformar a frustração em combustível para os próximos compromissos — começando já no fim de semana, pela semifinal estadual.

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