Forrozeiros propõem que 50% das verbas sejam exclusivas para artistas baianos

Iniciativa está sendo tratada na UPB

Bahia
Forrozeiros propõem que 50% das verbas sejam exclusivas para artistas baianos
Foto: Divulgação

São João na Bahia pode passar por uma mudança histórica em 2026. Em uma reunião estratégica realizada nesta quinta-feira (5), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), cerca de 50 forrozeiros e produtores culturais apresentaram uma proposta que visa garantir o protagonismo da prata da casa nos festejos juninos.

A iniciativa, liderada pelo presidente da UPB, Wilson Cardoso, e nomes como o cantor Del Feliz, foca na criação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para blindar a cultura regional.

Os pontos principais da proposta

O documento entregue à UPB não foca apenas no palco, mas no bolso. A ideia é que a valorização seja proporcional ao investimento:

  • Cota de 50%: Pelo menos metade das atrações contratadas devem ser de artistas baianos.
  • Divisão de Recursos: O percentual de 50% também deve ser aplicado ao volume total de verba investida (evitando que grandes atrações nacionais fiquem com a maior parte do orçamento).
  • Transparência: Medidas para desburocratizar e dar clareza às contratações públicas.
  • Lei da Zabumba: O movimento busca resgatar a luta pela destinação de recursos públicos à autenticidade cultural do estado.

“As bandas de forró quase não tocam em Carnaval ou aniversários de cidades. É essencial lutar pelo espaço que é nosso por direito e tradição”, reforçou o cantor Genard Melo.

Apoio da UPB e análise jurídica

Wilson Cardoso avaliou o encontro como um marco positivo. O presidente da UPB informou que o setor jurídico da entidade já foi acionado para analisar as viabilidades legais. O objetivo é facilitar a contratação, especialmente de artistas em início de carreira, garantindo que o São João — patrimônio cultural imaterial — fortaleça a economia criativa local.

Próximos Passos: O que muda agora?

Os próximos encaminhamentos incluem:

  1. Simplificação de cachês: Facilitar processos para pagamentos de menor valor.
  2. Fiscalização: Envolvimento do Ministério Público e Tribunais de Contas para acompanhar o cumprimento das metas.
  3. Pactuação Estadual: Debate direto com prefeituras e o Governo do Estado para os próximos ciclos juninos.

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