FIV e corticoides: Quando o uso realmente vale a pena

Especialistas explicam os riscos e benefícios dos corticoides durante a gestação e em tratamentos de fertilização assistida

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FIV e corticoides: Quando o uso realmente vale a pena
Foto: Divulgação

Os corticoides são medicamentos com fortes propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras, amplamente utilizados na medicina. Na gestação, entretanto, seu uso exige atenção redobrada. Especialistas alertam que, embora possam prevenir complicações graves, como problemas respiratórios em bebês prematuros, o uso inadequado apresenta riscos para a mãe e o feto.

Segundo a médica Andreia Garcia, do IVI Salvador, a principal indicação obstétrica dos corticoides é acelerar a maturação pulmonar fetal em casos de risco de parto prematuro, geralmente entre 24 e 34 semanas. Seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a aplicação correta do medicamento diminui significativamente o risco de síndrome do desconforto respiratório e outras complicações neonatais.

Além disso, gestantes com doenças autoimunes, como lúpus, asma grave ou doenças inflamatórias intestinais, podem se beneficiar dos corticoides. Nesses casos, o controle da doença é vital para o bem-estar materno e fetal. A prednisona é considerada a opção mais segura, devido à baixa passagem placentária.

Em protocolos de fertilização in vitro (FIV), os corticoides têm uso restrito e são indicados somente em situações específicas, como falhas de implantação ou abortamentos recorrentes associados a sinais de autoimunidade. Segundo revisões da Cochrane e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), não há evidências suficientes para justificar o uso rotineiro do medicamento em todos os ciclos de FIV.

O uso prolongado de corticoides pode causar ganho de peso, pressão alta, alterações de humor e maior risco de infecções. Em gestantes, também pode aumentar a glicemia, exigindo monitoramento especial em casos de diabetes gestacional. “Quando bem indicados, os benefícios superam os riscos. O segredo está na dose, duração e acompanhamento médico”, conclui a especialista.

O IVI, líder mundial em medicina reprodutiva, atua desde 1990 em reprodução humana, com cerca de 190 clínicas em 15 países e 7 centros de pesquisa globalmente, oferecendo referência no tratamento seguro de gestantes e pacientes de reprodução assistida.

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