‘Fitona’ gigante de 85 metros do Senhor do Bonfim vai surpreender fiéis no trajeto da Lavagem
Fita gigante será instalada em Água de Meninos e ficará exposta durante todo o ano em Salvador

Quem participar da tradicional caminhada de fé da Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), encontrará uma novidade marcante no percurso: uma fita gigante de 85 metros do Senhor do Bonfim, instalada no viaduto de acesso à Via Expressa, na Avenida Jequitaia, em Água de Meninos.
A chamada “fitona” é uma iniciativa da Prefeitura de Salvador e integra as ações visuais preparadas para valorizar ainda mais o trajeto até a Colina Sagrada, unindo fé, cultura e identidade baiana. O local foi escolhido por sua relevância histórica e comercial, já que abriga o tradicional Mercado do Peixe e um dos polos mais movimentados da cidade.
Símbolo máximo da devoção ao Senhor do Bonfim, a tradicional fitinha ganha agora uma versão ampliada, que passa a ser considerada a maior já produzida. Segundo o diretor de Turismo da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Gegê Magalhães, a iniciativa reforça o espírito de grandiosidade de Salvador.
“Essa é a maior fita já feita. Salvador gosta de recordes. Já temos o maior Carnaval de trio elétrico do planeta e agora temos também a maior fita do Senhor do Bonfim, com 85 metros”, afirmou.
Além da fitona, a Secult prepara a instalação de um novo painel no trajeto da festa, com a frase “A Guarda Imortal da Bahia”, trecho do hino do Senhor do Bonfim. A proposta é fortalecer o simbolismo religioso e oferecer novos pontos de contemplação e registro fotográfico para fiéis e turistas.
A fita gigante permanecerá exposta durante todo o ano, tornando-se mais um elemento permanente do cenário urbano e religioso da capital baiana.
Tradição centenária
A fitinha do Senhor do Bonfim é um dos maiores símbolos da Lavagem do Bonfim, que em 2026 completa 281 anos de tradição. O primeiro registro do adereço data de 1809, quando era chamada de Medida do Bonfim, com 47 centímetros — o tamanho do braço direito da imagem de Jesus Cristo presente na Basílica Santuário.
Inicialmente branca e bordada à mão, a fita era utilizada como colar e acompanhada de medalhas e pingentes. A partir da década de 1950, passou a ganhar cores e o formato popularizado atualmente.
Na tradição, a fita deve ser amarrada com três nós, cada um representando um pedido, mantidos em segredo. Os desejos só se realizam quando a fita se rompe naturalmente.
Hoje, as fitinhas formam verdadeiras cortinas no gradil da Basílica do Senhor do Bonfim e seguem como um dos elementos mais marcantes da cultura religiosa e popular da Bahia.



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