Fila anda mais rápido: 71% dos pacientes da regulação na Bahia foram atendidos em até 24h em 2025
Indicadores mostram avanço no acesso à saúde pública e redução do tempo de

A regulação da saúde na Bahia encerrou 2025 com um dado que chama atenção: 71% dos pacientes regulados foram atendidos em até 24 horas. O número representa um avanço expressivo em relação a 2022, quando apenas 49% conseguiam acesso nesse mesmo intervalo de tempo.
Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4), durante uma reunião entre a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, e gestores de hospitais estaduais. O encontro também serviu para alinhar novas estratégias com o objetivo de tornar o fluxo de atendimentos mais ágil e previsível diante do aumento da demanda.
Atendimentos mais rápidos em todas as faixas de tempo
A melhora não se restringiu ao atendimento em até um dia. Em 2022, 72% dos pacientes eram atendidos em até 48 horas e 81% em até 72 horas. Já em 2025, os índices subiram para 81% em até 48 horas e 86% em até 72 horas, consolidando a evolução do sistema de regulação no estado.
Segundo a secretária Roberta Santana, os números refletem um esforço coordenado da gestão estadual. Nos três primeiros anos do governo Jerônimo Rodrigues, foram abertos 1.875 novos leitos na rede estadual e contratados 3.706 leitos em unidades privadas, filantrópicas e municipais, ultrapassando a marca de 5.500 leitos no total.
Ampliação da rede e mutirões de saúde
Ainda de acordo com a secretária, somente em 2025 foram realizados nove mutirões com foco na aceleração de atendimentos de urgência e emergência. No mesmo período, o sistema registrou mais de 320 mil regulações resolvidas.
Na atenção primária, o Estado manteve investimentos em obras, custeio e programas voltados à prevenção e ao controle de doenças crônicas. O volume ultrapassa R$ 2,2 bilhões, destinados à construção de novas unidades, ao fortalecimento da atenção básica e ao apoio a hospitais municipais em diversas regiões da Bahia.
Além disso, seguem em andamento obras em cidades como Paulo Afonso, Alagoinhas, Jacobina, Valença e Serrinha.
Integração entre unidades fortalece a regulação
Para a diretora da Central Estadual de Regulação, Rita Santos, o alinhamento com as unidades hospitalares é essencial para reduzir o tempo de espera dos pacientes. Segundo ela, a maior parte das regulações continua sendo absorvida pela rede própria do Estado.
“Essa reunião com os diretores foi fundamental para intensificar estratégias, reduzir o tempo de espera e melhorar a resposta do atendimento”, afirmou.
Na avaliação de Roger Monteiro, diretor do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, o momento é de ajustes e consolidação dos avanços. “Temos clareza da evolução da saúde pública na Bahia, especialmente na regulação. É um ajuste de rota para atender mais baianos, com método e colaboração entre as unidades”, destacou.
Como funciona a regulação na Bahia
A regulação de pacientes é um instrumento do Sistema Único de Saúde (SUS) responsável por organizar o acesso a leitos hospitalares e outros serviços assistenciais, com base em critérios clínicos. Na Bahia, esse processo é coordenado pela Central Integrada de Comando e Controle da Saúde, que utiliza tecnologia para agilizar a liberação de leitos e procedimentos.
Atualmente, a Central conta com 524 profissionais, sendo 213 médicos.
Entre as principais demandas do sistema está a remoção de pacientes. Em 2025, foram registradas 925 remoções por UTI aérea, com média de três por dia.
Hospitais com maior volume de atendimentos
O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB) se destacou pelo volume assistencial. Dados do Ministério da Saúde apontam que, até o fim de janeiro de 2026, a unidade realizou 20 mil cirurgias, com redução de até 85% no tempo de espera por procedimentos, especialmente em casos de fraturas de fêmur e quadril em idosos. O hospital também ampliou a oferta de vagas para a Central Estadual de Regulação.
Já o Hospital 2 de Julho foi a unidade que mais recebeu pacientes via regulação em 2025, com 10.104 encaminhamentos. O hospital dispõe de 89 leitos de UTI, sendo 60 adultos e 29 pediátricos.



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