Expulsão, pênaltis e Ba-Vi na final: “Não tem favorito”, dispara Jair
Com um a menos desde os 15 minutos, Vitória vence nos pênaltis e vai decidir o Baiano contra o Bahia

Foi no limite, com drama e decisão nas penalidades. O Esporte Clube Vitoria segurou a pressão, empatou no tempo normal e venceu o Esporte Clube Jacuipense nos pênaltis para carimbar vaga na final do Campeonato Baiano.
O Rubro-Negro saiu na frente com Renato Kayzer logo no início, mas viu o cenário mudar cedo: Caíque Gonçalves foi expulso aos 15 minutos após confusão com Pedro Henrique. O próprio atacante deixou tudo igual ainda no tempo regulamentar. Nas cobranças, Lucas Arcanjo apareceu com duas defesas decisivas e garantiu a classificação.
“Muda completamente o cenário”
Na coletiva, Jair Ventura avaliou que o jogo estava sob controle até a expulsão. Para ele, o cartão vermelho alterou totalmente o rumo da partida.
O treinador criticou a atitude de Caíque, mas evitou expor o atleta. “A responsabilidade é sempre minha. Enquanto eu for o comandante, é minha. Ele errou, mas não vou execrar jogador”, afirmou.
Segundo Jair, a equipe havia sido montada para uma proposta específica, que precisou ser adaptada com um a menos. Ainda assim, destacou o principal: “Estamos na final. Isso é o mais importante”.
Herói nos pênaltis
O técnico fez questão de valorizar Lucas Arcanjo, que defendeu duas cobranças e foi decisivo na disputa. Também citou membros da comissão que trabalham diretamente com o goleiro.
Para Jair, a vaga premia a campanha construída ao longo do estadual. “A equipe que fez a melhor campanha está na final”, ressaltou.
Final contra o Bahia: “Não tem favorito”
A decisão será contra o Esporte Clube Bahia, em jogo único, previsto para o próximo domingo. Questionado sobre favoritismo, Jair foi direto: clássico não permite esse tipo de rótulo.
“Não tem favorito. Se a torcida for dividida, que seja com segurança para todos. Vai ser um grande jogo”, projetou.
Desfalques e reinvenção
A expulsão de Caíque pesa para a final. Jair lembrou que o volante é o único “camisa 5” do elenco e admitiu que será preciso buscar alternativas táticas.
“Vamos ter que nos reinventar”, disse, citando também a situação de Dudu, que vivia grande fase antes de sofrer lesão.
Com um calendário apertado — seis jogos em 14 dias — o treinador destacou a importância do elenco como um todo. “Campeonato se ganha com grupo, não só com 11”.
Arbitragem e decisões
Jair também comentou a atuação da arbitragem, classificada por ele como confusa. Disse não ter revisto o lance da expulsão, mas apontou divergências entre assistentes e o VAR ao longo da partida.
Mesmo assim, preferiu valorizar o resultado. Segundo ele, todos treinaram pênaltis, inclusive atletas que completaram a atividade, e as cobranças foram executadas com competência.
Estratégias e escolhas
O treinador explicou ainda decisões individuais, como a entrada de Jamerson para reforçar a marcação pelo lado esquerdo e o uso estratégico de Osvaldo nas penalidades.
Sobre Marinho, reconheceu que o atacante ainda busca o melhor ritmo, mas reforçou confiança no elenco. “Vou errar e acertar, mas sempre fazendo o que acredito ser melhor para o Vitória”, afirmou.



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