Emendas travadas? Randerson Leal cobra Prefeitura

A cobrança por emendas parlamentares ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (19). Em entrevista à Rádio Sociedade, o vereador Randerson Leal voltou a pressionar a Prefeitura de Salvador pela liberação dos recursos destinados à oposição e afirmou que os valores não estão sendo pagos.
A declaração amplia a tensão política no Legislativo e coloca as emendas no centro da disputa entre situação e oposição.
Cobrança direta à Prefeitura
Durante a entrevista, Randerson não poupou críticas ao tratamento dado à oposição e afirmou que a cobrança pela execução das obras passa, também, pela liberação dos recursos.
“Nós estamos cobrando muito sim a Prefeitura Municipal, a conclusão das obras, não só a conclusão, mas também a democratização dessas obras, porque o que está acontecendo na Câmara, queridos ouvintes, infelizmente a Prefeitura não tem pago as emendas dos vereadores de oposição.”
Como funcionam as emendas
Ao detalhar o tema, o vereador explicou que Salvador possui um modelo de emendas parlamentares com valores definidos anualmente, variando de acordo com a arrecadação do município.
“As emendas não tem um valor fixo, ela variava de acordo com a arrecadação do município. Hoje gira em torno de R$ 1.2 milhões.”
Segundo ele, cada vereador pode indicar a aplicação desses recursos nas comunidades:
“Então, R$ 1.2 milhões aí o vereador pode destinar esse valor para as comunidades dele.”
Randerson também destacou a obrigatoriedade na divisão dos valores:
“2026 seria 1,2 milhão de reais, para que a gente possa destinar. Seria 50% desse valor destinado na área de saúde, 25% na área da educação e 25% seria livre para que a gente pudesse fazer obras, para que a gente pudesse destinar as instituições filantrópicas, enfim, para que a gente possa trabalhar o nosso mandato.”
Pressão por planejamento e obras
Além das emendas, o líder da oposição ampliou o foco das críticas e cobrou avanços no planejamento urbano da cidade, citando diretamente o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).
“Então, quando a gente fala de obra pública, nós temos feito o nosso trabalho, cobrado da prefeitura, nós estamos cobrando o PDDU, que é o Plano de Eleito ao Desenvolvimento Urbano, e isso é muito porquê, porque nós precisamos saber o que a prefeitura quer dos próximos oito anos, a cada oito anos nós temos que ter a revisão do PDDU.”
Segundo ele, a falta de definição impacta diretamente na execução de obras:
“E aí, quando a gente fala do PDDU, nós temos que incluir também as obras, então, as obras públicas estão paradas.



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