“Em briga de marido e mulher a gente tem que meter algema”, diz Débora Regis sobre o combate à violência doméstica
Gestora anunciou credenciamento de hotéis e pousadas para acolher vítimas e cobrou ampliação de políticas públicas de proteção às mulheres

A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis (União Brasil), defendeu neste sábado (7) um enfrentamento mais rigoroso contra a violência doméstica durante a realização do Viva Mulher 2026, iniciativa da Prefeitura voltada à ampliação do acesso da população feminina a serviços de saúde e assistência social.
Durante o evento, a gestora criticou a antiga ideia de que conflitos familiares não deveriam receber interferência externa e destacou a necessidade de atuação firme do poder público para proteger as vítimas.
“Antigamente se falava muito que briga de marido e mulher ninguém mete a colher. Eu digo que briga de marido e mulher a gente tem que meter algema. A gente não pode de maneira nenhuma deixar as mulheres sendo vítimas de violência doméstica”, declarou.
Débora também ressaltou a importância de garantir acolhimento às vítimas nas instituições públicas e afirmou que muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades ao buscar ajuda.
“A gente precisa fazer com que elas se sintam confortáveis e acolhidas nas delegacias, coisa que infelizmente muitas vezes não acontece. Além disso, o poder público, especialmente o estadual, precisa ampliar as políticas públicas e os investimentos para que os municípios possam agir de forma imediata”, afirmou.
A prefeita anunciou ainda medidas que a gestão municipal pretende adotar para ampliar a rede de proteção às vítimas de violência doméstica na cidade.
Entre as iniciativas está o credenciamento de hotéis e pousadas em Lauro de Freitas para acolher mulheres que precisem deixar suas casas para escapar de situações de risco.
“Aqui na cidade nós vamos abrir o credenciamento para trazer hotéis e pousadas para tirar as mulheres de dentro de suas casas quando elas estiverem em situação de risco. Precisamos garantir proteção para essas mulheres e para seus filhos, para que eles não cresçam achando que a violência é algo normal. A gente não pode naturalizar a violência doméstica”, disse.
O Viva Mulher 2026 reúne uma série de ações voltadas ao cuidado com a saúde feminina, oferecendo serviços como consultas médicas, exames preventivos, orientações e atendimentos especializados. A programação também inclui atividades de conscientização sobre os direitos das mulheres e iniciativas de combate à violência.



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