Economia brasileira deve crescer até 1% no 1º trimestre, diz Haddad

Haddad detalha cenário econômico, defende reformas e confirma saída do Ministério da Fazenda

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Economia brasileira deve crescer até 1% no 1º trimestre, diz Haddad
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode registrar crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre de 2026, conforme projeção do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Então, os mecanismos de mudanças no crédito, tudo que nós estamos fazendo para manter a demanda efetiva está redundando em manutenção [da economia aquecida]”, disse Haddad.

Em entrevista ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi, na noite desta sexta-feira (13), o ministro evitou estimar o crescimento do PIB para o ano inteiro, justificando que a previsão depende da taxa de juros.

“Eu acho que nós fizemos um trabalho de saneamento das contas. Eu não estou preocupado com as metas fiscais. Eu acho que o crescimento, pela maneira como nós estamos conduzindo, sobretudo as reformas que foram feitas, vão permanecer. Eu acho que a reforma tributária, que entra em vigor ano que vem, vai dar um impulso para o PIB ainda maior”, afirmou.

Haddad também reforçou a importância do arcabouço fiscal e negou que o governo tenha apertado demais a conta.

“Não [apertou a conta], porque isso tinha que vir acompanhado dessa batalha no Congresso Nacional – e que foi parcialmente bem-sucedida – de recomposição da base tributária. Nós perdemos 3% do PIB de base tributária. Para você abrir mão de carga tributária, o Congresso aprova em 15 dias, mas não para recompor e cortar privilégios no Brasil. Vai lá no Congresso negociar redução de privilégio, desoneração da folha. Cada projeto desse são semanas de negociação”.

Saída do ministério

Haddad confirmou que deixará o Ministério da Fazenda na próxima semana e pretende concorrer nas próximas eleições, sem detalhar o cargo.

Segundo ele, inicialmente a ideia era apoiar a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o cenário mudou.

“Queria estar mais livre para poder pensar, fora do Ministério, em um plano de desenvolvimento [para o país]. Era isso o que eu queria fazer. Nesses três meses de conversa com ele [com o presidente Lula], o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado. Então, devo sair do Ministério da Fazenda na semana que vem”, declarou.

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