Deputado Manuel Rocha alerta para crise no preço do cacau 

Política
Deputado Manuel Rocha alerta para crise no preço do cacau 
Foto: Assessoria


O deputado estadual Manuel Rocha (União Brasil) acendeu um alerta sobre a queda acentuada no preço do cacau e o aumento das importações do produto africano. 

O parlamentar afirmou que os produtores do fruto se queixam da dificuldade da comercialização em meio ao avanço do mercado interno. 

Diante disso, eles organizaram uma manifestação que recebe apoio do deputado estadual. 

“Os produtores do Sul da Bahia precisam ser ouvidos. A queda do preço e a pressão competitiva das importações desorganizadas ameaçam não apenas a economia rural, mas a própria identidade de uma região que vive do cacau há décadas. É preciso que o Estado, em vez de apenas assistir à angústia dos agricultores, tome medidas concretas de apoio, estímulo e regulação do setor”, disse o legislador. 

Rocha destacou que a situação dos cacaueiros no estado evidencia “um cenário de desassistência que precisa ser enfrentado com urgência pelo poder público”.

A Bahia, segundo ele, é uma das regiões mais tradicionais na produção do cacau e tem grande potencial produtivo, mas os produtores enfrentam hoje dificuldades severas com preços em queda e concorrência externa desleal.

Para o deputado, a crise atual reflete “falhas estruturais” no apoio governamental à cadeia cacaueira, uma cultura que historicamente já enfrentou desafios, como a devastação pela vassoura-de-bruxa e flutuações de mercado ao longo de décadas, e que hoje carece de políticas consistentes de fomento, organização de mercado e estímulo à produção de maior valor agregado .

Manuel Rocha criticou a postura de “inércia” do governo estadual em relação à grave situação dos cacauicultores. Para ele, a Bahia precisa de ações que promovam não apenas a produção, mas também a valorização do produto no mercado interno e externo. 

“O cacau baiano merece atenção prioritária. Nosso governo deve estar ao lado do produtor, defendendo políticas que fortaleçam a cadeia produtiva, garantam preços justos e criem condições competitivas para nossos agricultores. Não podemos aceitar que a inércia administrativa deixe o setor à mercê de pressões externas e desigualdades estruturais”, afirmou Rocha.

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