Dados oficiais mostram queda de quase 11% nas mortes no trânsito de Salvador
Capital baiana contabilizou 132 óbitos em 2025, contra 148 no ano anterior; redução chega a 18% quando considerados apenas casos nas vias urbanas

Salvador registrou redução de quase 11% no número de vítimas fatais no trânsito em 2025, na comparação com 2024. No ano passado, foram contabilizados 132 óbitos decorrentes de acidentes, contra 148 no período anterior. Com isso, o índice de fatalidades por 100 mil habitantes caiu 10,5%, passando de 5,76 para 5,15.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pela Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). Quando consideradas apenas as ocorrências nas vias urbanas — excluindo os trechos das rodovias federais e estaduais que cortam a cidade e não são fiscalizados pelo município — a redução total chega a 18%.
Em 2025, 19 das mortes registradas ocorreram na BR-324 e nas rodovias estaduais BA-526 e BA-528, cujas fiscalizações são de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), respectivamente. O número representa aumento em relação a 2024, quando foram registradas 11 fatalidades nesses trechos.
A queda nas mortes também foi observada entre motociclistas e pedestres. O número de condutores de motocicletas que perderam a vida passou de 65 para 56, uma redução de 13,8%. Já os atropelamentos fatais diminuíram de 57 para 52, o que representa queda de 8,8%.
“Essas reduções representam um avanço importante, mas não nos permitem acomodação. Cada vida preservada reforça que estamos no caminho certo; porém, cada morte ainda registrada exige de nós mais rigor, mais presença nas ruas e mais ações integradas. O trânsito é um espaço coletivo, e a segurança viária depende tanto do poder público quanto do comportamento responsável de cada cidadão”, destaca Diego Brito, superintendente de Trânsito de Salvador.
As avenidas com maior número de ocorrências fatais em 2025 foram a Luiz Viana Filho (Paralela), com 13 óbitos, seguida pela Afrânio Peixoto (Suburbana), com 9 registros. As avenidas Vasco da Gama e ACM contabilizaram quatro mortes cada.
Segundo a Transalvador, os resultados estão relacionados a ações de fiscalização, educação e engenharia de tráfego realizadas ao longo de 2025. O órgão intensificou operações de controle de velocidade, alcoolemia e cumprimento das normas de circulação, com foco nos principais corredores viários.
Entre as medidas adotadas estão a implantação de áreas calmas, com limites de velocidade reduzidos para 30 km/h e 40 km/h, especialmente em regiões com grande fluxo de pedestres. Também houve reforço na fiscalização direcionada a motociclistas, com combate a infrações como excesso de velocidade, avanço de sinal e circulação irregular.
O uso de tecnologias, como câmeras de videomonitoramento e radares, foi ampliado, assim como as equipes de blitz diurnas, aumentando a capacidade de fiscalização preventiva em diferentes pontos da cidade.
Na área de educação para o trânsito e engenharia viária, foram intensificadas campanhas voltadas a pedestres, motociclistas e condutores, com ações em escolas, vias de grande circulação e eventos públicos. Um dos destaques foi a implantação de rotas escolares seguras, como a executada no bairro do Doron, com reorganização viária e sinalização específica.
“Destaco a ampliação dos cursos e capacitações voltados especificamente para motociclistas, a intensificação da atuação dos nossos agentes nas ruas, com mais presença, fiscalização e orientação e o investimento em ações preventivas. Esses esforços têm como objetivo principal preservar vidas e promover uma convivência mais segura no trânsito de Salvador”, afirma Brito.
Também foram realizadas intervenções de engenharia, como implantação de novas faixas de pedestres, travessias elevadas, melhorias na sinalização, ajustes geométricos e instalação de dispositivos de moderação de tráfego em pontos considerados críticos. De acordo com o órgão, as medidas contribuem para reduzir a velocidade dos veículos e ampliar a segurança viária na capital.



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