Cuidados com tatuagem no verão: especialista alerta para riscos da exposição ao sol
Sol, mar e piscina podem comprometer a cicatrização e a durabilidade das tatuagens se não houver proteção adequada.

O verão é sinônimo de sol, praia, festas e atividades ao ar livre. No entanto, para quem possui tatuagens — especialmente as mais recentes — essa época do ano exige atenção redobrada. A exposição prolongada ao sol, ao sal do mar e ao cloro da piscina pode causar danos à pele e comprometer tanto a cicatrização quanto a qualidade estética da tatuagem.
O tatuador Dudu Petersen, especialista em tatuagem e fundador da Studio Petersen, em Salvador, alerta que muitos problemas surgem justamente por falta de informação. “A tatuagem é uma ferida em processo de regeneração. Qualquer descuido pode resultar em manchas, inflamações, infecções e até na perda de definição do desenho”, explica.
Para quem acabou de tatuar, os cuidados devem ser ainda mais rigorosos. Nos primeiros dias, a orientação é evitar totalmente a exposição ao sol, o contato com água do mar, piscina e até suor excessivo. O ideal é manter a região sempre limpa, utilizar produtos específicos indicados pelo profissional, hidratar a pele corretamente e beber bastante água para auxiliar no processo de cicatrização.
Segundo o especialista, a hidratação interna e externa faz toda a diferença. “A pele precisa estar saudável para se regenerar bem. Quando o organismo está desidratado, a cicatrização se torna mais lenta e o risco de descamação excessiva aumenta”, pontua.
Já para tatuagens cicatrizadas, o cuidado principal é a proteção solar diária. O uso de protetor solar com FPS 50 ou superior é indispensável, mesmo em dias nublados. A radiação ultravioleta é um dos principais fatores responsáveis pelo desbotamento das cores e pelo envelhecimento precoce da tatuagem.
Além do protetor solar, a hidratação constante da pele também é fundamental. Cremes hidratantes ajudam a manter a elasticidade, o brilho das cores e a nitidez dos traços. “Uma tatuagem bem cuidada envelhece muito melhor. Ela continua bonita por mais tempo e com aspecto saudável”, reforça Dudu.
Outro erro comum é acreditar que, após a cicatrização inicial, não é mais necessário manter cuidados específicos. O especialista lembra que a tatuagem faz parte da pele e, como qualquer outra área do corpo, precisa de proteção contínua. “A diferença é que a tatuagem evidencia qualquer dano. Uma queimadura solar, por exemplo, pode comprometer permanentemente a arte”, alerta.
Dudu também destaca que a exposição inadequada durante o processo de cicatrização pode causar manchas, falhas de pigmentação e até cicatrizes que distorcem o desenho original. “Quando orientamos o afastamento da praia e do sol, não é exagero. É ciência e experiência profissional”, afirma.
Com o crescimento da cultura da tatuagem no Brasil, cresce também a necessidade de conscientização sobre os cuidados pós-procedimento. Para o especialista, informação é a melhor forma de garantir saúde, estética e durabilidade.
“Seguir o protocolo corretamente não é apenas preservar a tatuagem, é preservar a própria pele. A cicatrização é um processo, e cada cuidado adotado hoje reflete diretamente no resultado final”, conclui.



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