Costureiras impulsionam a economia de Salvador durante o Carnaval
Com os festejos chegando, a demanda movimenta desde os grandes ateliês até a pequena costureira de bairro

Quando os trios elétricos começam a desfilar pelos circuitos da capital baiana, uma engrenagem econômica (pouco) silenciosa e muito potente já trabalhou meses a fio nos bastidores. São as costureiras de Salvador, artesãs da moda que transformam tecidos em fantasias, adereços e abadás customizados, que garantem não apenas o brilho da festa, mas também a circulação de renda em diversos bairros da cidade.
Dados levantados pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), mostram que a cidade abriga 2.887 estabelecimentos formalizados de artigos têxteis e de vestuário.
A potência do setor é comprovada pelo ritmo de crescimento, nos últimos cinco anos, a média foi de 473 novos negócios abertos por ano. Somando-se a essa estrutura empresarial, há uma força de trabalho de 1.219 costureiras formalizadas, que compõem o núcleo da cadeia produtiva de moda e de estética da capital.
O impacto desse grupo profissional é mais intenso no verão. A proximidade com o Carnaval cria um pico de demanda que movimenta desde os grandes ateliês até a pequena costureira de bairro.
Shirley Sousa, uma empreendedora de costura, que fez capacitação pela Semdec, afirma que o curso foi importante para que pudesse produzir suas próprias peças e não apenas revender peças fabricadas em outros estados.
“Trabalho com acessórios de Carnaval e festas populares, mas sempre vendi produtos dos outros e sempre quis fazer algo para mim. Com o curso, me especializei na parte de corte e modelagem e hoje produzo minhas próprias peças para festas populares. Contratei maquiadora e trancista para gerar valor ao meu trabalho. Quem compra um acessório ganha maquiagem e tranças. Também faço customização de abadás. Tenho muita demanda no Carnaval. No próximo ano, vou montar uma equipe de customização com base na demanda deste ano. Além disso, em 2026, vou expor em um camarote durante o Carnaval”, conta Shirley Souza.



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