Cosméticos são proibidos após fiscalização da Anvisa; saiba quais

Órgão identifica irregularidades sanitárias e alerta para riscos à saúde do consumidor

Brasil
Cosméticos são proibidos após fiscalização da Anvisa; saiba quais
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição e o recolhimento de diversas marcas de cosméticos após identificar irregularidades sanitárias que colocam em risco a saúde dos consumidores. A decisão foi divulgada no dia 8 de janeiro e tem validade em todo o território nacional.

A medida atinge todos os lotes dos produtos irregulares e impede qualquer atividade relacionada, incluindo fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso.

Sérum facial com alegação terapêutica irregular

Entre os produtos proibidos está o Sérum Facial Uniformizador TXA, da marca Adah Beauty, fabricado pela HF Indústria e Comércio de Cosméticos. De acordo com a Anvisa, o item foi classificado de forma incorreta, pois apresentava alegações terapêuticas, algo que não é permitido para cosméticos.

Segundo a legislação sanitária, apenas medicamentos podem fazer promessas terapêuticas, desde que tenham comprovação científica e registro específico, o que não era o caso do produto.

Produtos capilares sem registro sanitário

A fiscalização também atingiu a empresa RS de Vargas Cosméticos, que teve quatro linhas de produtos capilares proibidas por falta de registro sanitário, requisito obrigatório para qualquer cosmético comercializado no país.

Entre os itens que devem ser recolhidos estão:

  • Realinhamento dos Fios Maxx Liss
  • Realinhamento dos Fios Perfecta Liss (marca Legemaxx Professional)
  • Power Whey (marca Helen Zamprogno Beauty Hair)
  • Retexturizador Capilar Biotina Supreme Evolution (Eliete Vacari Cosméticos Profissionais)

Alerta ao consumidor

A Anvisa reforça que cosméticos precisam seguir regras rígidas de segurança, rotulagem e regularização antes de chegarem ao mercado. Produtos irregulares podem causar danos à saúde, especialmente quando fazem promessas que vão além da função estética permitida por lei.

O órgão orienta que consumidores verifiquem o registro dos produtos e denunciem irregularidades por meio dos canais oficiais.

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