Copom se reúne e mercado prevê redução da Selic para 14,75% ao ano

Boletim Focus mostra expectativas do mercado financeiro e impactos da guerra no Irã sobre a economia

Brasil Notícias
Copom se reúne e mercado prevê redução da Selic para 14,75% ao ano
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta semana uma nova reunião para definir o rumo da taxa básica de juros, a Selic. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16), a previsão do mercado financeiro é que a taxa seja reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75% ao ano.

Atualmente, a Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano. Apesar da queda da inflação e da valorização do real frente ao dólar, o Copom manteve os juros estáveis em cinco reuniões consecutivas, sendo a última no fim de janeiro.

Em ata, o colegiado confirmou que iniciará a redução dos juros na reunião de março, marcada para esta terça (17) e quarta-feira (18), caso a inflação continue sob controle e não ocorram surpresas econômicas. Mesmo com o corte, os juros permanecerão em níveis considerados restritivos.

Na semana passada, o mercado projetava um corte de 0,5 ponto percentual, mas o aumento das expectativas de inflação alterou esse cenário. Entre os fatores que influenciaram a revisão está o impacto econômico da guerra no Irã, que elevou o preço do petróleo e pressiona a inflação futura.

As previsões para a Selic até o final de 2026 também foram ajustadas, passando de 12,13% para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é de redução para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, chegando a 9,5% em 2029.

O Copom utiliza a Selic como instrumento para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, mas podem frear a expansão econômica. “Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica”, explicam analistas.

Inflação

O mercado financeiro elevou a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026, de 3,91% para 4,1%. Para 2027, a projeção permaneceu em 3,8%, e para 2028 e 2029, está em 3,5% para ambos os anos.

Apesar do aumento, a estimativa se mantém dentro da meta do BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Em fevereiro, a inflação oficial acelerou para 0,7%, influenciada por transportes e educação, frente a 0,33% em janeiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulou alta de 3,81% em 12 meses.

PIB e câmbio

O crescimento da economia brasileira este ano passou de 1,82% para 1,83%. Para 2027, a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado estima expansão de 2% ao ano. Em 2025, o PIB cresceu 2,3%, com destaque para o setor agropecuário, marcando o quinto ano consecutivo de crescimento.

Quanto ao dólar, o boletim Focus projeta cotação de R$ 5,40 no fim de 2026, e R$ 5,47 ao final de 2027.

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