Copom reduz Selic em meio a crise internacional e alta do petróleo
Decisão do Copom ocorre em cenário de incertezas globais e impacto nos combustíveis, com reflexos nas expectativas de inflação

O Comitê de Política Monetária decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando de 15% para 14,75% ao ano. A medida foi anunciada após reunião realizada nesta quarta-feira (18) e marca a primeira queda dos juros desde maio de 2024.
A decisão do colegiado do Banco Central já era amplamente esperada pelo mercado financeiro, que projetava exatamente esse corte.
Em comunicado, o Copom destacou que a medida está alinhada à política de controle inflacionário. Segundo o comitê, a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.
Apesar do início do ciclo de queda dos juros, o cenário internacional ainda impõe desafios. A guerra no Oriente Médio tem elevado o preço do petróleo, que ultrapassou a marca de US$ 100 por barril — ante cerca de US$ 72 antes do conflito.
Esse movimento pressiona os custos dos combustíveis no Brasil, mesmo sem reajustes anunciados pela Petrobras até o momento. Como consequência, as expectativas do mercado para a inflação em 2026 já registraram alta recente.
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Juros mais elevados tendem a frear o consumo e o crédito, reduzindo a pressão sobre os preços — um efeito que impacta de forma mais significativa a população de menor renda.



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