Conquista da concessão da TV Câmara por Júnior Borges, deixa Niltinho Maturino na cara do gol

Bahia
Conquista da concessão da TV Câmara por Júnior Borges, deixa Niltinho Maturino na cara do gol

Por Henrique da Mata – jornalista

Agora é só chutar! Com toda a jogada construída com passes estratégicos e bem articulados pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Camaçari (2021-2022) – que mostrou a sua habilidade política ao transitar com naturalidade no Congresso Nacional – o sonho de ter a TV Câmara transmitida de maneira oficial por meio de sinal aberto e digital está a um lance de se tornar realidade. Poderia ter sido feito pelo último presidente da Casa, Flávio Matos (União Brasil), que ao invés de avançar com o projeto de modernização da comunicação da Câmara, deu passos para trás e derrubou o principal alicerce que dava sustentação à implantação do sistema legislativo de comunicação da Câmara ao extinguir, em seu primeiro ato como presidente (2023-2024), a Fundação Vereador Dilson Magalhães (uma homenagem ao saudoso vereador Dilson Magalhães, que morreu no dia 29 de dezembro de 2014). A criação da fundação foi uma iniciativa de Júnior Borges, durante sua gestão, no intuito de viabilizar parcerias e captação de recursos para a aquisição de equipamentos fundamentais para a TV e Rádio Câmara.

Entre idas e vindas de Júnior Borges à Brasília, no finalzinho dos 45 minutos do segundo, já na contagem dos acréscimos, o governo federal publicou as duas portarias em seu Diário Oficial da União (DOU) dando autorização para a liberação dos canais de rádio e TV para a Câmara de Camaçari. Um esforço que valeu a pena. A consignação para os canais foi publicada no DOU de 13 de dezembro de 2022, através das portarias 7.302 (consignação da TV) e 7.303 dando concessão para o funcionamento da rádio. O prazo apertado, já no finalzinho da gestão de Borges, não deu a ele tempo hábil para dar o próximo passo, que é simplesmente e tão apenas iniciar o processo licitatório para aquisição dos equipamentos indicados no projeto técnico já elaborado pelo engenheiro de telecomunicações contratado, à época, pelo então presidente Júnior Borges para assessorar todo o processo com o Ministério das Comunicações e a Câmara dos Deputados.

Além da licitação, a criação de um abrigo e aquisição da torre para transmissão do sinal são necessários, mas a parte mais complexa já foi feita e os canais estão liberados, aguardando apenas um presidente que inicie a licitação e, enfim, adquira os equipamentos que constam no projeto técnico. O MCOM reservou à Câmara de Camaçari o uso do canal 44 para a TV e a frequência 94.7 para a rádio legislativa.

Com a expertise de um técnico que não deixa o seu time descoberto, tudo foi bem pensado e costurado pelo ex-presidente. Todo o custo para a compra de equipamentos que colocariam, de fato, a TV no ar para toda a população em canal aberto, já estava prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2023. Portanto, o recurso sairia da Fundação Dilson Magalhães, já citada e extinta em janeiro de 2023, um retrocesso no que tange a implantação do sistema de radiodifusão do legislativo. A fundação foi extinta antes mesmo da abertura dos trabalhos do Legislativo, em sessão extraordinária – de maneira abrupta e sem análise profunda dos impactos da decisão. A fundação teria um orçamento anual de cerca de quatro milhões anuais, menos de 10% do orçamento anual da Câmara, que passa dos 60 milhões. Era o caminho traçado para licitar todo maquinário e equipar a TV e rádio.

É assim em outras casas legislativas em nosso estado. Como na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), que tem como responsável por toda a Comunicação a Fundação Paulo Jackson. A principal Casa de Leis do estado entendeu que esse é o melhor modelo para fazer a gestão da comunicação do Legislativo baiano. O formato também é seguido pela Câmara Municipal de Salvador, com a Fundação Cosme de Farias. A principal Câmara Municipal do estado também optou por fazer uma gestão direcionada da rede de comunicação. Portanto, nada de incomum, nada de extraordinário, nada de estranho. É apenas separar as coisas para fazer uma gestão mais focada, moderna e ampla, abrindo um leque de possibilidades que podem resultar, inclusive, em parcerias importantes para o Legislativo.

Como tudo na vida, existe um apito final. Que encerra um ciclo, uma passagem. Algumas passagens são feitas sem que ninguém note absolutamente nada, é verdade. Outras chegam para transformar, movimentar o jogo, inovar, mostrar ousadia e competência. Mas nem todo mundo está pronto para isso e, às vezes, essa capacidade de se movimentar em campo incomoda e um simples carrinho “maldoso” pode derrubar algo grandioso e benéfico para uma coletividade. Mas o mesmo apito que encerra um jogo, inicia uma nova partida. E, agora, é como eu disse. Tá fácil! É só chutar!

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