Chuvas fortes arrastam lixo e sujeira para praias de Salvador

Embasa esclarece que esgoto da cidade é tratado e alerta para descarte irregular de lixo e ligações clandestinas que afetam o sistema.

Bahia
Chuvas fortes arrastam lixo e sujeira para praias de Salvador
Tatiana Azeviche

As fortes chuvas que marcam o fim do verão em Salvador têm provocado impactos na infraestrutura urbana e levado lixo e sujeira das ruas para o mar. Durante os temporais, a água da chuva arrasta resíduos, fuligem e detritos pelas redes de drenagem pluvial, que acabam desaguando nas praias da capital baiana.

A situação gera preocupação entre banhistas, que muitas vezes confundem as estruturas de saída da rede de drenagem da prefeitura com tubulações da rede de esgoto.

De acordo com a Embasa, o esgoto coletado na cidade não é lançado diretamente no mar.

“A Embasa não lança efluentes sanitários nas praias”, esclarece a diretora de Operação da empresa, Joana Rolemberg. “Todo esgoto coletado pela Embasa em Salvador é direcionado ao tratamento, contribuindo significativamente para a preservação do meio ambiente, a balneabilidade das praias e a saúde da população”.

Segundo a empresa, Salvador possui um dos maiores índices de saneamento das regiões Norte e Nordeste, com cerca de 90% da cidade atendida por rede coletora de esgoto.

Diferença entre rede de esgoto e drenagem

O sistema público de esgotamento sanitário, operado pela Embasa, é responsável por coletar o esgoto descartado em ralos, pias e vasos sanitários de imóveis residenciais e comerciais.

Já a rede de drenagem pluvial, administrada pela prefeitura, recolhe exclusivamente a água da chuva que cai nas ruas da cidade. Por isso, esse sistema possui bueiros e aberturas nas vias para permitir o escoamento imediato da água durante as chuvas.

Diferentemente da drenagem, a rede de esgoto é totalmente subterrânea e fechada, sem contato com o meio ambiente externo.

Ligações corretas são fundamentais

A diretora da Embasa ressalta que os proprietários devem conectar seus imóveis à rede coletora sempre que ela estiver disponível na rua.

“Isso é fundamental para que o sistema de esgotamento sanitário possa cumprir seu papel de evitar que o esgoto vá parar na rede de drenagem e, consequentemente, nos rios e praias”, destaca.

A empresa afirma que tem intensificado ações de fiscalização para identificar ligações clandestinas de esgoto em canais e córregos urbanos, além de realizar interceptação de lixo e esgoto em canais de drenagem durante períodos de tempo seco.

Também estão sendo executados novos ramais de esgotamento e alternativas para atender áreas de difícil acesso onde ainda não há rede coletora implantada.

Recomendações à população

Outra orientação importante é evitar direcionar água da chuva para a rede de esgoto. A água que escorre de telhados, por exemplo, deve ser encaminhada para a rede de drenagem pluvial.

Abrir tampas da rede de esgoto para facilitar o escoamento da chuva também não é recomendado.

“Nossa rede é dimensionada para receber o esgoto produzido pelos imóveis, e não o grande volume da chuva, que ainda carrega areia, resíduos e muito lixo. A presença de lixo nas redes de esgoto ainda é a principal causa de extravasamentos da rede da Embasa”, destaca a diretora.

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