Chefe da ‘disciplina’ do PCC é presa; mulher punia quem desobedecia a facção

Uma mulher apontada como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi presa durante uma operação policial no estado de São Paulo.
Conhecida pelo apelido de “Penélope”, ela é investigada por atuar no setor de “disciplina” da facção criminosa, responsável por aplicar punições a integrantes que descumprem regras do grupo.
De acordo com as investigações, a suspeita teria participação direta em decisões relacionadas a castigos contra membros considerados desobedientes dentro da organização criminosa.
A polícia aponta que Penélope também tinha participação nas decisões do chamado “tribunal do crime”, mecanismo utilizado pela facção para determinar punições e até execuções contra integrantes que descumprem regras internas ou que são acusados de traição.
Segundo as autoridades, a mulher estava foragida desde 2020, quando foi alvo da Operação Kleptos, deflagrada para prender integrantes da facção na região de Ribeirão Preto, no interior paulista. Desde então, ela passou a ser considerada uma criminosa de alta periculosidade e figurava na lista de procurados.
Penélope já havia sido presa anteriormente. Em 2019, foi flagrada transportando diversas armas de fogo dentro de um carro, entre elas um fuzil calibre 7.62, além de pistolas e munições. Na ocasião, acabou liberada após alguns meses.
Além do envolvimento com a facção criminosa, a investigada também é suspeita de participação em um roubo a residência ocorrido em 2022, na cidade de Americana, interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, ela teria alugado um imóvel vizinho ao da vítima para facilitar a ação da quadrilha, que roubou joias e relógios avaliados em cerca de R$ 200 mil.



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