CBF muda regra e abre caminho para estádios do interior na Copa do Brasil

Nova exigência reduz capacidade mínima na primeira fase e evita que clubes atuem longe de casa

Esporte
CBF muda regra e abre caminho para estádios do interior na Copa do Brasil
Sede da CBF, Rio de Janeiro | Fernando Frazão / Agência Brasil

A Copa do Brasil sempre foi um retrato fiel das desigualdades do futebol brasileiro. Enquanto grandes clubes atuam em arenas modernas, equipes do interior frequentemente enfrentam dificuldades para atender às exigências estruturais do torneio.

Para 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu mexer em um ponto sensível do regulamento e anunciou uma mudança que impacta diretamente os clubes de menor porte: a redução da capacidade mínima exigida dos estádios na primeira fase da competição.

Capacidade mínima é reduzida na primeira fase

A principal alteração está no número de lugares exigidos para liberação dos estádios. A partir da próxima edição, arenas precisam ter capacidade mínima de 2 mil torcedores, e não mais 4 mil, como previa o regulamento anterior.

A flexibilização permite que clubes mantenham o mando de campo em suas próprias cidades e evita deslocamentos forçados para municípios vizinhos, algo comum em edições passadas.

Medida beneficia clubes e cidades menores

Em estados com infraestrutura esportiva mais limitada, como Mato Grosso do Sul, a mudança representa um alívio logístico e financeiro. Clubes de menor investimento passam a ter condições reais de receber jogos oficiais da Copa do Brasil sem abandonar seus estádios.

Com isso, comunidades que raramente recebem partidas de alcance nacional voltam a fazer parte do calendário do torneio, fortalecendo o vínculo entre clube e torcida local.

Demanda antiga de federações e times

A redução atende a um pedido recorrente de federações estaduais e dirigentes, que apontavam dificuldades para cumprir as exigências anteriores. Com a nova regra, equipes como Ivinhema e Pantanal deixam de correr o risco de perder o mando de campo.

Estádios como o das Moreninhas, em Campo Grande, e o Saraivão, em Ivinhema, passam a ser opções viáveis, diminuindo custos com viagens e preservando a arrecadação dentro da própria cidade.

Exigências aumentam conforme o torneio avança

Apesar da flexibilização na fase inicial, a CBF mantém critérios mais rigorosos nas etapas seguintes da competição. À medida que a Copa do Brasil avança, as exigências de capacidade crescem, acompanhando o aumento da visibilidade e da responsabilidade operacional dos jogos.

Segurança e estrutura continuam obrigatórias

Mesmo com a redução do número de lugares, seguem válidas todas as exigências técnicas. Os estádios precisam apresentar laudos atualizados, condições adequadas de gramado, iluminação compatível e cumprir normas de segurança.

A mudança, portanto, não reduz a responsabilidade dos mandantes, apenas ajusta o regulamento à realidade estrutural de boa parte do país.

Copa do Brasil mais próxima das torcidas

Com a nova regra em vigor, a expectativa é de maior presença de estádios do interior já na primeira fase do torneio. A medida aproxima a Copa do Brasil de torcedores que, muitas vezes, acompanham a competição apenas pela televisão ou internet.

O impacto da alteração seguirá em avaliação nas próximas temporadas, enquanto clubes, federações e CBF observam se o novo modelo consegue ampliar a participação regional sem comprometer conforto, segurança e a qualidade do espetáculo.

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