Carnaval: saúde registra mais de 1,1 mil atendimentos e aponta queda em casos de trauma
Maioria dos casos foi resolvida nos próprios módulos de saúde, com predominância de atendimentos clínicos e menor número de traumas em relação a 2025

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) contabilizou 1.193 atendimentos entre 5h de quinta-feira (12) e 5h deste sábado (14), durante os dois primeiros dias oficiais do Carnaval de Salvador em 2026. Do total, 1.165 ocorreram nos módulos assistenciais instalados nos circuitos da festa e 28 no posto fixo da Amaralina.
O Circuito Dodô (Barra/Ondina) concentrou 69% das ocorrências, com 827 atendimentos. Em seguida aparecem o Circuito Osmar (Campo Grande), com 279 registros (24%), e o Circuito Batatinha (Pelourinho), com 59 (5%). O Carnaval dos Bairros somou 28 atendimentos, equivalente a 2%.
Entre as classificações, 957 atendimentos foram clínicos, 84 ortopédicos, 75 bucomaxilofaciais, 51 de enfermagem e 26 cirúrgicos. No contexto de eventos de massa, os procedimentos cirúrgicos correspondem, em geral, a intervenções ambulatoriais de pequeno porte realizadas nos próprios módulos, como suturas, curativos mais complexos, drenagem de lesões superficiais e remoção de corpos estranhos, evitando encaminhamentos hospitalares.
As principais causas de atendimento foram intoxicação alcoólica (117 casos), cefaleia (97), agressões físicas (96), dor em membros inferiores (95), náuseas e vômitos (83) e lesões cutâneas (74).
Segundo o perfil assistencial observado, a predominância de casos clínicos segue o padrão descrito pelo Ministério da Saúde e por diretrizes internacionais para grandes eventos, em que fatores como exposição prolongada ao sol ou chuva, esforço físico contínuo, alterações no sono, alimentação irregular e consumo de álcool influenciam diretamente a demanda por cuidados.
Na comparação com 2025, houve redução de 26,5% nos atendimentos bucomaxilofaciais e de 28,2% nos ortopédicos, além de queda de 8,3% nas ocorrências por agressão com arma branca. O resultado indica mudança no perfil das ocorrências, com diminuição proporcional de casos relacionados a traumas e agressões.
Ao todo, 41 pacientes precisaram ser transferidos, o que representa 3,4% dos atendimentos. A taxa de resolutividade chegou a 96,6% dentro dos próprios módulos, indicando capacidade da estrutura montada para absorver a maioria das demandas sem sobrecarregar a rede hospitalar.
Para o secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, os números refletem o impacto das estratégias adotadas.
“Os números acumulados até este sábado são expressivos, mas a principal notícia é a alta capacidade de resolutividade das nossas equipes: cerca de 97% dos casos foram concluídos dentro dos próprios módulos de saúde, sem necessidade de transferência, o que demonstra eficiência, preparo técnico e organização da rede montada para o Carnaval”, afirmou.
“Outro dado muito positivo é a mudança no perfil das ocorrências, especialmente a redução das agressões físicas. Seguimos orientando os foliões a preservarem sua integridade, manterem a hidratação, se alimentarem adequadamente, evitarem o excesso de bebida alcoólica e respeitarem os limites do próprio corpo. Nossa estrutura está pronta para acolher e cuidar de quem precisar, garantindo um Carnaval mais seguro para todos”, acrescentou Rodrigo Alves.



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