Câmara remarca eleição de comissões e sessão pós-Carnaval vira palco de embates e cobranças

Votação para definir presidências será na quarta; Plano de Segurança entra na pauta

Política
Câmara remarca eleição de comissões e sessão pós-Carnaval vira palco de embates e cobranças
Câmara de Salvador adia votação das comissões | Antonio Queirós

A primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador após o Carnaval terminou com mudança de agenda e recados políticos. O presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), informou que a votação para escolha dos presidentes e vice-presidentes das comissões temáticas foi reagendada para quarta-feira (25).

Inicialmente prevista para terça (24), a definição foi adiada, segundo Muniz, para melhor organização interna. As alterações atingem as comissões de Constituição e Justiça e Redação Final e de Planejamento Urbano e Meio Ambiente.

“Por mim não haveria alterações, mas fazemos o que a lei determina, que é a indicação pelos partidos”, afirmou o presidente.

Ele adiantou ainda que, superada essa etapa, o Legislativo deve concentrar esforços na análise do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Salvador.

Carnaval entra no debate

O Carnaval também foi tema central dos discursos. Líder da oposição, o vereador Randerson Leal (Podemos) elogiou o Governo do Estado pela realização da festa em Salvador e em outros municípios, destacando investimentos na área de segurança.

O parlamentar também ressaltou que o Projeto de Indicação nº 293, aprovado em 2023 e de sua autoria, foi colocado em prática neste ano pela Prefeitura, assegurando alimentação e acesso gratuito a banheiros com chuveiro para ambulantes durante a folia.

Já o vereador Orlando Palhinha (União) direcionou os elogios ao prefeito Bruno Reis, destacando a organização do Carnaval. Ele relembrou ainda proposta de sua autoria para implantação de um Centro Geriátrico no Subúrbio Ferroviário e defendeu o reaproveitamento da área do Shopping Baixa dos Sapateiros para a construção de um Centro Social de Saúde.

“É trazer vida para a localidade histórica”, frisou.

Críticas sociais e defesa de projetos

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) fez um contraponto ao clima de celebração. Segundo ela, Salvador não pode continuar figurando na penúltima posição em renda per capita entre as capitais brasileiras enquanto promove uma festa que, em sua avaliação, atende majoritariamente às classes mais abastadas. A parlamentar defendeu mais investimentos em políticas públicas voltadas às mulheres.

O vereador Cezar Leite (PL) destacou a aprovação do Projeto de Lei nº 28/2025, que trata do combate à cristofobia na capital. Para ele, o ambiente do Carnaval demonstrou convivência respeitosa entre diferentes tradições religiosas e reforçou a importância da proposta.

Encerrando os debates, o vereador Téo Senna (PSDB) comentou os circuitos que registraram grande concentração de foliões e relembrou o Projeto de Indicação nº 381/2025, de sua autoria, que propõe a criação de um sambódromo na região do Comércio como alternativa de circuito carnavalesco.

Com a eleição das comissões marcada para quarta-feira, a expectativa é que a Casa avance na reorganização interna para, então, mergulhar nas próximas pautas estratégicas da capital.

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