Cacá Leão revela convite para Coronel migrar para o PP após rompimento com governo
Presidente do Progressistas em Salvador diz que partido está de portas abertas e admite apoio a possível candidatura ao Senado

A saída do senador Angelo Coronel da base governista da Bahia já começa a provocar movimentações na oposição. Na manhã desta segunda-feira (2), durante a abertura dos trabalhos na Câmara Municipal de Salvador, o presidente do Partido Progressistas (PP) na capital, Cacá Leão, revelou que a legenda está de portas abertas para receber o ex-PSD.
Em entrevista, Cacá afirmou que Coronel ainda vive um momento de abatimento político e emocional após o rompimento, mas garantiu que o diálogo já foi iniciado. Segundo ele, o convite para filiação ao Progressistas já foi formalmente feito.
“Ele ainda está baqueado, está triste. Não esperava a traição feita da forma como foi, apunhalado pelas costas. Tenho certeza de que ele está analisando o melhor cenário e o melhor momento. Agora é a hora de construir pontes. Eu já fiz a ele um convite e disse que o Progressistas está de portas abertas”, afirmou Cacá Leão.
O dirigente partidário destacou ainda que, caso Coronel opte por buscar uma nova legenda, o PP está disposto não apenas a acolhê-lo, mas também a apoiá-lo em uma eventual candidatura ao Senado.
“Se for o desejo dele buscar uma nova agremiação, ele pode contar com o Progressistas nesse processo, não só para abrigá-lo, como também para apoiá-lo numa possível candidatura ao Senado”, completou.
Cacá Leão também relembrou o histórico de apoio do PP ao senador, destacando a trajetória política de Coronel e sua atuação no Congresso Nacional.
“O PP foi um dos primeiros partidos a apoiá-lo em um momento de dificuldade. Ele é um senador brilhante, o único dos senadores baianos que defende verdadeiramente os municípios. Sempre colocou os interesses da Bahia acima de qualquer interesse político”, afirmou.
Segundo Cacá, a decisão do PSD de retirar Coronel do processo eleitoral teria sido inesperada e motivou o senador a buscar novos caminhos políticos.
“Por uma decisão interna deles, decidiram limá-lo do processo. Acho que ele não esperava isso partindo do seu partido e do seu amigo, o senador Otto Alencar. Traído como foi, resolveu buscar outros caminhos, e a partir daí nós abrimos o diálogo”, concluiu.



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