Brasil vai ter horário de verão em 2026? Veja o que já foi definido
País segue sem adotar a mudança no relógio, enquanto EUA iniciam Daylight Saving Time em março

A dúvida volta todos os anos: o Brasil terá horário de verão em 2026? A resposta é não. Pelo sexto ano consecutivo, o país não adotará a mudança no relógio.
Enquanto isso, outras nações seguem com o sistema conhecido como Daylight Saving Time, que adianta os relógios em uma hora durante parte do ano.
O que é e qual o objetivo do horário de verão
O horário de verão consiste em adiantar o relógio oficial em uma hora por alguns meses, com a proposta de aproveitar melhor a luz natural no fim do dia.
A ideia central é fazer com que o período de maior atividade econômica coincida com mais horas de claridade, reduzindo o uso de iluminação artificial no início da noite e redistribuindo o consumo de energia.
Além disso, a medida busca aliviar os picos de demanda no fim da tarde, quando há maior uso de iluminação pública, eletrodomésticos e sistemas de climatização.
No entanto, estudos recentes apontam que os ganhos variam de acordo com fatores como clima, hábitos da população, eficiência energética e matriz elétrica de cada região.
Como funciona nos Estados Unidos em 2026
Diferentemente do Brasil, os Estados Unidos mantêm o sistema. Em 2026, o horário de verão começa em 8 de março, quando os relógios avançam das 2h para 3h.
O retorno ao horário padrão ocorrerá em 1º de novembro, quando os ponteiros voltam das 2h para 1h.
A adoção, porém, não é obrigatória em todo o território americano. Alguns estados e territórios optam por não participar, principalmente por razões geográficas e climáticas.
Por que o Brasil suspendeu a medida
No Brasil, o horário de verão foi interrompido em 2019, após avaliações indicarem que a economia de energia já não era significativa.
A modernização do sistema elétrico e o uso mais constante de ar-condicionado e aparelhos eletrônicos ao longo do dia reduziram o impacto que antes era obtido com a simples mudança no relógio.
Historicamente aplicado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o modelo passou a apresentar ganhos energéticos limitados. Desde então, o país permanece no horário padrão durante todo o ano.
A possibilidade de retomada segue apenas em discussão técnica e política, sem definição para 2026.
Ainda há economia de energia?
Atualmente, a eficácia do horário de verão é considerada modesta e depende muito do contexto local.
Em diversos estudos, a pequena redução no uso de iluminação é compensada pelo aumento no consumo de climatização, especialmente em regiões mais quentes.
Fatores como eficiência energética, perfil de consumo e participação de fontes renováveis influenciam diretamente o resultado final.
Impactos além da energia
A mudança no relógio também afeta a rotina da população. Sono, adaptação biológica e organização social entram no debate.
Entre os possíveis benefícios estão melhor distribuição da carga elétrica e maior aproveitamento da luz natural.
Por outro lado, há pontos de atenção, como impactos no sono, dificuldade de adaptação para alguns grupos e questionamentos sobre a real economia gerada no cenário atual.
Por enquanto, em 2026, o brasileiro não precisará adiantar o relógio.



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