Brasil terá primeiro hospital público inteligente do SUS

Unidade em São Paulo usará inteligência artificial, UTIs automatizadas e tecnologia de ponta no SUS

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Brasil terá primeiro hospital público inteligente do SUS
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O governo federal confirmou a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, que será instalado na cidade de São Paulo e funcionará como referência nacional em saúde digital. O investimento de R$ 1,7 bilhão virá de um empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do Brics.

O anúncio foi feito na última quarta-feira (7), em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde Alexandre Padilha e da presidenta do NDB, Dilma Rousseff.

De acordo com o Ministério da Saúde, o hospital será um modelo de assistência totalmente digital, com uso de inteligência artificial, tecnologias emergentes e medicina de alta precisão. A unidade atenderá exclusivamente pacientes da rede pública e será integrada a uma rede nacional de UTIs inteligentes, com 14 centros automatizados interligados em diferentes estados.

O projeto também prevê a modernização de hospitais de excelência do SUS, ampliando o acesso da população a serviços de saúde de alto nível tecnológico.

Vinculado à Universidade de São Paulo (USP), o novo hospital terá um setor de emergência com 250 leitos e capacidade para atender cerca de 200 mil pacientes por ano. A UTI contará com 350 leitos, conectados às UTIs inteligentes, além de 25 salas cirúrgicas. A previsão é que a unidade seja concluída entre três e quatro anos.

Segundo o ministério, a adoção de serviços inteligentes pode reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em casos de urgência e emergência.

Além do hospital em São Paulo, o governo anunciou investimentos para modernizar unidades do SUS ligadas à Unifesp, o novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, o Grupo Hospital Conceição, no Rio Grande do Sul, o Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, além de hospitais federais vinculados à UFRJ e à Unirio. Apenas para os hospitais federais do Rio, o aporte será de R$ 1,2 bilhão.

Durante o evento, o presidente Lula destacou o papel do SUS na pandemia e a importância de mudar a percepção sobre o sistema público de saúde.
“O SUS era tratado de forma muito pejorativa. Hoje, mostramos que ele pode estar na fronteira da inovação”, afirmou.

Lula também reforçou que o avanço tecnológico deve beneficiar principalmente a população mais vulnerável.
“É para o povo mais humilde que a gente governa. Eles não podem ser invisíveis”, disse.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o projeto colocará o SUS em um patamar inédito.
“Vamos oferecer gratuitamente o que nem os maiores hospitais privados do país têm hoje”, declarou.

Já a presidenta do NDB, Dilma Rousseff, explicou que o prazo de pagamento do empréstimo é de 30 anos e ressaltou a parceria com China e Índia no projeto.
“Esse contrato vai além da estrutura hospitalar. Ele garante acesso à tecnologia e promove desenvolvimento”, destacou.

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