Bolsa Família paga parcela para NIS final 4 nesta segunda
Benefício médio chega a R$ 691 e pagamentos foram antecipados antes do Natal

A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (15) a parcela de dezembro do Bolsa Família para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 4. O valor mínimo do benefício permanece em R$ 600, mas com os adicionais previstos no programa, o valor médio recebido pelas famílias chega a R$ 691,37.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcança neste mês 18,7 milhões de famílias, com investimento total de R$ 12,74 bilhões por parte do Governo Federal.
Além do valor base, o Bolsa Família conta com três tipos de adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz garante seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses. Há também um adicional de R$ 50 para gestantes, nutrizes e jovens entre 7 e 18 anos, além de um valor extra de R$ 150 por criança de até 6 anos de idade.
Tradicionalmente, os pagamentos do Bolsa Família ocorrem nos últimos dez dias úteis do mês. No entanto, em razão das festas de fim de ano, o calendário de dezembro foi antecipado, permitindo que os valores sejam creditados antes do Natal.
Os beneficiários podem consultar datas, valores e composição do benefício por meio do aplicativo Caixa Tem, utilizado para movimentar a poupança social digital.
Pagamento unificado em municípios afetados
Moradores de 179 municípios receberam o pagamento de forma antecipada no dia 10 de dezembro, independentemente do número do NIS. A medida contemplou cidades afetadas por chuvas intensas, estiagens ou com populações indígenas em situação de vulnerabilidade, incluindo municípios do Rio Grande do Norte, Paraná, Sergipe, São Paulo, Roraima, Amazonas e Piauí.
Fim do desconto do Seguro Defeso
Desde 2023, os beneficiários do Bolsa Família não sofrem mais desconto do Seguro Defeso, mudança garantida pela Lei nº 14.601/2023, que retomou o Programa Bolsa Família em seu novo formato.
Regra de proteção
Em dezembro, cerca de 2,33 milhões de famílias estão enquadradas na regra de proteção, mecanismo que permite o recebimento de 50% do benefício por até um ou dois anos, mesmo após aumento de renda, desde que o ganho mensal por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
Somente neste mês, 169,9 mil famílias passaram a integrar essa modalidade, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.



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