Boletim Focus revela: inflação desacelera e Selic segue firme
Boletim Focus revela queda na projeção da inflação 2026, estabilidade na Selic e dólar firme; entenda os impactos na economia e no seu dia a dia

O mercado financeiro revisou para baixo as expectativas de inflação no Brasil em 2026, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC) em Brasília. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 4,02%, abaixo dos 4,05% projetados na semana passada e dos 4,06% estimados há quatro semanas.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2025 e 2026 é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, entre 1,5% e 4,5%. Segundo dados do IBGE, a inflação em dezembro de 2025 registrou alta de 0,33%, fechando o ano em 4,26%, dentro do limite permitido pelo governo.
Em relação à taxa básica de juros (Selic), o mercado mantém a expectativa de 12,25% para o final de 2026, repetindo a projeção das últimas quatro semanas. Atualmente, a Selic está em 15%, o maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25%. Para 2027, a taxa deve cair para 10,50%, enquanto para 2028 houve revisão para 10%, acima dos 9,88% estimados anteriormente.
A Selic alta encarece o crédito e desestimula o consumo, contribuindo para conter a inflação, mas pode frear o crescimento econômico. Já reduções nos juros tendem a estimular produção, consumo e investimentos, aumentando a pressão sobre os preços.
Quanto à economia, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,80% em 2026 e 2027, chegando a 2% em 2028. Em relação ao dólar, a moeda norte-americana deve fechar 2026 e 2027 em R$ 5,50, e atingir R$ 5,52 em 2028.
Essas projeções indicam um cenário de inflação sob controle, mas com juros ainda altos, exigindo atenção de consumidores, investidores e empresas para planejamento financeiro e decisões de crédito.



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