Bloco Os Negões leva força afro ao Pelourinho e encerra Carnaval com mensagem de resistência

Com tema sobre o Império do Congo, bloco reforça protagonismo cultural no Centro Histórico

Carnaval
Bloco Os Negões leva força afro ao Pelourinho e encerra Carnaval com mensagem de resistência
Foto: Wrias Meireles

O Bloco Os Negões desfilou no Circuito Batatinha, no Pelourinho, nesta terça-feira (17), último dia do Carnaval, encerrando sua participação na folia de 2026 com o tema “Congo: Império Invisível da Bahia”. O cortejo levou ao Pelourinho referências ao Império do Congo e a manifestações culturais que influenciaram a formação da identidade baiana.

Vice-presidente do bloco, Luma Nascimento explicou que a temática foi definida pela presidência e aprofundada por meio de pesquisa histórica e direção criativa. Segundo ela, a proposta é evidenciar elementos presentes no cotidiano, mas nem sempre reconhecidos como herança africana, como o Congado, o Reisado e o Samba de Caboclo.
“Todo tema que a gente traz para a avenida é para aprofundar algum tipo de informação”, afirmou.

Crescimento dos blocos afros no Carnaval

Integrante da ala de dança, a professora Isaiana Santos, 44 anos, comentou sobre o fortalecimento dos blocos afros com o patrocínio do Programa Ouro Negro.

“Estamos fazendo parte do Carnaval. Tanto no Pelourinho como na Avenida, dizendo ‘ei, nós estamos aqui. E somos bonitos de se ver sim’. Nós temos blocos que saem cedo aqui no Pelourinho. São vários afoxés e afro. Cada um com a sua etnia, com o seu respeito, com sua dança e, o principal, o seu ijexá”, declarou.

A advogada Fernanda Magalhães, 43 anos, que mora em Salvador há 15 anos, acompanhou o desfile e destacou a experiência no circuito.
“Aqui é maravilhoso. Esse espaço é uma tendência e um alívio para os circuitos tradicionais”, disse.

Apoio fortalece presença afro na folia

O bloco Os Negões está entre os 95 projetos contemplados pelo programa Ouro Negro, que alcança investimento recorde de R$ 17 milhões. O incentivo contribui para ampliar a presença de blocos afros e afoxés nos circuitos do Carnaval da Bahia, reforçando a diversidade cultural e a valorização das matrizes africanas.

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