Bahia adota novo sistema de DNA para agilizar investigações de crimes sexuais

O equipamento amplia a capacidade pericial do DPT e integra os investimentos do Governo do Estado na modernização da Segurança Pública

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Bahia adota novo sistema de DNA para agilizar investigações de crimes sexuais
Foto: Ascom/DPT

A Polícia Técnica da Bahia (DPT) passou a contar com uma nova plataforma automatizada para o processamento de amostras de DNA em crimes sexuais. O equipamento amplia a capacidade pericial do órgão e integra os investimentos do Governo do Estado na modernização da Segurança Pública, com foco no fortalecimento das investigações e na proteção das vítimas.

O novo sistema automatiza uma das etapas mais complexas do exame genético, anteriormente realizada de forma manual devido às limitações do modelo utilizado até então. A tecnologia permite aumento da produtividade, maior padronização dos procedimentos e mais segurança nos resultados periciais.

A aquisição é resultado do desempenho da Coordenação de Genética Forense do Laboratório Central da Polícia Técnica, que cumpriu metas como a coleta de amostras de condenados no sistema prisional para inserção no Banco de Perfis Genéticos e a redução do passivo de exames no DPT. Como contrapartida, o órgão havia recebido, por meio de convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), um sistema automatizado de menor capacidade operacional.

Com os avanços alcançados, o Governo do Estado da Bahia investiu agora em uma plataforma de maior porte, voltada à ampliação da produtividade e à redução do passivo de exames de DNA em crimes sexuais. De acordo com o coordenador de Genética Forense, Luís Rogério, a nova tecnologia representa um avanço significativo para a perícia criminal. “O equipamento automatiza uma etapa extremamente trabalhosa do processo, aumentando a produtividade, a padronização e a segurança dos exames de DNA, especialmente nos casos de crimes sexuais”, afirmou.

A plataforma

Adquirido pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o sistema recebeu investimento de R$ 2,7 milhões. Fabricado na Europa e comercializado no Brasil por uma multinacional, o equipamento é utilizado atualmente por apenas seis estados brasileiros e pela Polícia Federal, colocando a Bahia entre as unidades da federação que dispõem de tecnologia de ponta na área de genética forense.

A plataforma está em fase de instalação e, na sequência, as peritas criminais que atuam na área de DNA em crimes sexuais passarão por treinamento especializado. O equipamento integra o esforço iniciado em setembro de 2025 para zerar, até o fim de fevereiro de 2026, o passivo de amostras de crimes sexuais pendentes de exames de DNA.

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