Ataque dos EUA à Venezuela provoca reação imediata de Cuba, Irã, Rússia e apoio de Milei
Aliados de Maduro condenam ofensiva norte-americana, enquanto presidente da Argentina apoia Trump

As primeiras horas após a confirmação do ataque dos Estados Unidos à Venezuela, ocorrido na manhã deste sábado (3), foram marcadas por uma rápida e intensa reação da comunidade internacional. Aliados históricos do governo de Nicolás Maduro, como Cuba, Irã e Rússia, condenaram duramente a ação militar norte-americana, enquanto o presidente da Argentina, Javier Milei, demonstrou apoio explícito ao presidente dos EUA, Donald Trump.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, utilizou as redes sociais para denunciar o ataque, classificando-o como uma agressão criminosa contra a Venezuela e contra a estabilidade da região. Em sua declaração, o líder cubano afirmou que a chamada “zona de paz” da América Latina estaria sendo violentamente atacada e acusou os Estados Unidos de promover terrorismo de Estado contra o povo venezuelano.
O Irã, outro aliado político de Caracas, também se posicionou de forma contundente. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou a ação dos Estados Unidos, descrevendo-a como uma violação flagrante da soberania nacional e da integridade territorial da Venezuela. Teerã solicitou ainda que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) atue imediatamente para interromper o que classificou como uma agressão ilegal, além de responsabilizar os envolvidos.
A Rússia se somou às críticas e classificou o episódio como um ato de agressão armada. Em nota divulgada neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou estar profundamente preocupado com a escalada do conflito e alertou para os riscos de agravamento da instabilidade regional. Moscou destacou que os esforços internacionais devem priorizar o diálogo e soluções diplomáticas, evitando um confronto de maiores proporções.
Na contramão das manifestações contrárias, o presidente da Argentina, Javier Milei, aliado ideológico de Donald Trump, demonstrou apoio à ação norte-americana. Em publicação nas redes sociais, Milei escreveu a frase “A liberdade avança. Viva a liberdade, carajo”, sinalizando alinhamento político com os Estados Unidos no episódio envolvendo a Venezuela.



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