Após o Carnaval, mergulhadores retiram lixo do fundo do mar na Barra em ação ambiental

Iniciativa realizada na Quarta-Feira de Cinzas recolheu plásticos, latas e outros resíduos e reforçou conscientização ambiental em Salvador.

Carnaval
Após o Carnaval, mergulhadores retiram lixo do fundo do mar na Barra em ação ambiental
Fotos: Joka Gueiros/ Secom PMS

Enquanto Salvador ainda se despedia oficialmente do Carnaval, a manhã desta Quarta-Feira de Cinzas (18) foi marcada por uma mobilização ambiental no mar da Barra. Mergulhadores voluntários participaram de mais uma edição do projeto Fundo da Folia, realizando a retirada de resíduos do fundo do oceano no Parque Marinho da Barra.

A ação começou por volta das 7h30 e seguiu até as 9h, com apoio da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis). Entre os materiais recolhidos estavam latinhas de alumínio, garrafas PET, copos e talheres descartáveis, além de tecidos, roupas e fragmentos de plástico.

Além da limpeza, o objetivo é conscientizar a população sobre os impactos do lixo marinho, que ameaça a biodiversidade e afeta a paisagem de um dos principais cartões-postais da capital baiana.

Criado após o Carnaval de 2010, o Fundo da Folia surgiu a partir de mergulhos voluntários e se consolidou como referência local em conservação ambiental. Apenas em 2025, foram realizadas 70 ações de limpeza na região.

O secretário da Secis, Ivan Euler, destacou a continuidade do trabalho. “Os mergulhadores do projeto fizeram coleta antes do Carnaval e hoje, na Quarta-Feira de Cinzas, retiraram todo esse material que está no fundo do mar. Aqui é uma Unidade de Conservação Marinha de proteção integral”, afirmou.

Ele também ressaltou o caráter educativo da iniciativa. “É uma conscientização para quem vem curtir o Carnaval, de não jogar lixo na praia ou no mar. A Prefeitura tem ampliado ações de reciclagem, com apoio de catadores e cooperativas. Esse material poderia ter sido reciclado se fosse descartado corretamente”, reforçou.

Um dos fundadores do projeto, Bernardo Mussi, lembrou que o Fundo da Folia completa 16 anos em 2026. “Começamos depois do Carnaval de 2010 e seguimos até hoje. No ano passado, foram 70 ações oficiais de mergulho. A gente faz porque acredita no propósito e porque defende o Parque Marinho da Barra”, disse.

Considerado a primeira unidade de conservação marinha de Salvador, o Parque Marinho da Barra abriga naufrágios históricos, fortes coloniais e rica biodiversidade, além de ser área muito procurada para banho e esportes aquáticos.

Segundo Mussi, parte do lixo já havia sido levada pela maré antes da operação. O trabalho terá continuidade nos próximos dias. “Hoje foi uma primeira incursão. No sábado, a gente faz o ‘raspa tacho’ para deixar tudo limpo e fechar o Carnaval.”

O presidente da Associação dos Moradores e Amigos da Barra (Amabarra), Valson Campos, destacou a importância da mobilização. “É amor pelo bairro, pelo Parque Marinho e pelo mar. Há mais de 15 anos fazemos essas ações para conscientizar e salvar essa área de conservação. Se esses mergulhadores não tivessem vindo, esse lixo continuaria nas nossas praias. Com isso, a gente perde beleza natural e compromete a fauna e a flora marinha, contaminadas pelo plástico”, pontuou.

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