Anvisa volta a proibir azeite por fraude em lote específico
Análises laboratoriais apontam adição de outros óleos ao produto vendido como extra virgem; medida inclui recolhimento e suspensão imediata da comercialização

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a proibir a comercialização de um lote do azeite Royal, após recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (25/3) e reforça a identificação de fraude na composição do produto.
De acordo com a Anvisa, análises laboratoriais confirmaram a presença de outros óleos vegetais no Lote nº 255.001, comercializado como azeite de oliva extra virgem. Para receber essa classificação, o produto deve ser obtido exclusivamente da azeitona, sem misturas.
“[Análise laboratorial oficial] demonstrou incompatibilidade com os padrões de identidade e qualidade aplicáveis ao azeite de oliva extra virgem, em razão da adição de outros óleos vegetais”, justificou a Anvisa.
Diante da irregularidade, o órgão determinou a proibição da comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do produto. A medida inclui ainda o recolhimento de todas as unidades pertencentes ao lote 255.001 do azeite Royal.
Segundo a agência, a decisão também levou em consideração o fato de a empresa responsável ter mantido a venda do produto mesmo após uma resolução anterior, publicada em novembro de 2025, que já apontava problemas na composição do mesmo lote.
A orientação aos consumidores que adquiriram o produto é interromper imediatamente o uso e solicitar a substituição, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.
O Ministério da Agricultura também alerta para que os consumidores verifiquem atentamente os rótulos, já que produtos fraudulentos podem utilizar nomes semelhantes aos de marcas conhecidas para enganar o público.



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