Anvisa determina recolhimento de esmaltes em gel da Impala

Decisão foi tomada após empresa comunicar recolhimento voluntário por presença de substância proibida em cosméticos no Brasil

Brasil
Anvisa determina recolhimento de esmaltes em gel da Impala
Foto: Divulgação/ ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (16) o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala, fabricados pela empresa Laboratório Avamiller de Cosméticos Ltda..

Segundo a agência reguladora, a medida envolve todos os lotes de cinco produtos comercializados no país. A decisão foi tomada após a própria empresa comunicar o recolhimento voluntário de itens que possuem em suas formulações a substância INCI Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide (TPO), proibida em cosméticos no Brasil.

Produtos afetados pelo recolhimento

De acordo com a Anvisa, a lista inclui:

  • Plus Gel Esmalte Impala Gel (todos os lotes)
  • Esmalte Gel Impala Gel Plus (todos os lotes)
  • Gel Plus Impala Esmalte Gel (todos os lotes)
  • Esmalte Gel Plus Impala (todos os lotes)
  • Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear (todos os lotes)

A orientação é que consumidores e profissionais da área de beleza não utilizem os produtos caso possuam algum dos itens citados.

Entenda a decisão da Anvisa

Em outubro de 2025, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 995/2025, que proíbe o uso de duas substâncias químicas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.

As substâncias proibidas são o TPO [óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina] e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA).

Esses compostos podem estar presentes em produtos utilizados para aplicação de unhas artificiais em gel ou esmaltes em gel, que precisam ser expostos à luz ultravioleta (UV) ou LED para secagem.

A medida, segundo a agência, tem como objetivo reduzir riscos à saúde da população.

“A decisão é uma medida para proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles”, informou a Anvisa à época.

A agência também destacou que estudos internacionais realizados em animais indicam possíveis riscos associados às substâncias:

  • DMPT: classificado como uma substância que pode causar câncer em humanos;
  • TPO: classificado como tóxico para a reprodução, podendo prejudicar a fertilidade.

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