Ano letivo de 2026 começa com mudanças no Ensino Fundamental e pais vivem clima de incerteza
Reorganização entre redes municipal e estadual no RS provoca transferências e levanta dúvidas entre famílias

O início do ano letivo de 2026 traz mudanças significativas no Ensino Fundamental no Rio Grande do Sul, especialmente em Porto Alegre e na Região Metropolitana. A reestruturação, que envolve a redistribuição de turmas entre as redes municipal e estadual, já afeta milhares de estudantes e tem gerado apreensão entre pais e responsáveis.
Na capital, a prefeitura deixou de ofertar turmas de 6º ano em dez escolas municipais. Com isso, alunos que ingressam nos Anos Finais do Ensino Fundamental estão sendo encaminhados para unidades da rede estadual.
Troca de responsabilidades entre município e Estado
Ao mesmo tempo, 11 escolas estaduais deixaram de oferecer o 1º ano do Ensino Fundamental. A medida faz parte de um processo de migração gradual dos Anos Iniciais — do 1º ao 5º ano — para a gestão municipal.
Segundo a Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (Seduc), essas mesmas escolas estaduais passarão a receber as novas turmas de 6º ano, concentrando os Anos Finais sob responsabilidade do Estado.
Dúvidas às vésperas do início das aulas
Com o começo das aulas marcado para 18 de fevereiro, o anúncio das mudanças pegou muitas famílias de surpresa. Sindicatos e comunidades escolares afirmam que a reorganização foi comunicada de forma repentina, sem diálogo prévio com pais, professores ou gestores das escolas.
Entre as principais preocupações estão o deslocamento dos estudantes, a estrutura das unidades que receberão novas turmas, a inclusão de alunos com deficiência e a possível falta de professores para atender à demanda.
O que diz o governo
O governo do Estado afirma que a transição faz parte do processo de municipalização do Ensino Fundamental e garante que as mudanças serão implementadas de forma gradual. A gestão também destaca que a reorganização tem como objetivo ampliar o turno integral e melhorar os resultados educacionais no estado.
Enquanto isso, famílias seguem buscando informações e tentando se adaptar a um novo cenário escolar, marcado por incertezas e ajustes às pressas.



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