Aladilce critica reajuste da tarifa mesmo com subsídio aprovado e acusa prefeito de atropelar a Câmara

Vereadora aponta desrespeito à Câmara, falta de transparência e impacto social do aumento da passagem

Política Salvador
Aladilce critica reajuste da tarifa mesmo com subsídio aprovado e acusa prefeito de atropelar a Câmara
Foto: Antônio Queirós/CMS

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Aladilce também acusou o prefeito de repetir práticas adotadas anteriormente. Segundo ela, no início deste ano, Bruno Reis discursou na Câmara sem informar que no dia seguinte a população enfrentaria um novo aumento na tarifa. “Mais uma vez, o prefeito atropela a Câmara e não envia a planilha de custos para discussão, nem mesmo ao Conselho Municipal de Transporte, que permanece inativo”, ressaltou.

Para a vereadora, a ausência de debate público e de acesso às planilhas de custos inviabiliza qualquer avaliação técnica sobre a real necessidade do reajuste. “A prefeitura precisa abrir os números com transparência, ouvir especialistas e buscar alternativas para subsidiar o transporte sem penalizar ainda mais a população”, defendeu.

Impacto social e econômico

Aladilce destacou ainda o impacto social da medida. Segundo ela, cerca de 30% da população de Salvador já anda a pé, por não conseguir arcar sequer com a meia-passagem. “Não é justo que a população pague mais uma vez. O subsídio aprovado tinha justamente o objetivo de cobrir a defasagem da tarifa”, afirmou.

A vereadora também relacionou a política de mobilidade urbana ao desempenho econômico da capital baiana. Para ela, Salvador segue enfrentando dificuldades estruturais por não conseguir diversificar sua base econômica. “Outras cidades avançam, enquanto Salvador, a primeira capital do país, amarga a penúltima posição no ranking do PIB das capitais brasileiras desde a gestão de ACM Neto”, avaliou.

Aladilce defendeu que o transporte público deve ser tratado como um vetor de desenvolvimento econômico, fundamental para garantir mobilidade à população majoritariamente pobre da cidade.

Dados do reajuste

De acordo com informações confirmadas pelo prefeito, o reajuste atingirá tanto a tarifa pública, atualmente em R$ 5,60, quanto a tarifa técnica, calculada em R$ 6,19, já considerando o subsídio municipal. Isso representa um subsídio médio de R$ 0,59 por passagem, com estimativa de 14 milhões de passageiros por mês utilizando o sistema de transporte coletivo da capital.

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