Ações de conscientização reforçaram combate à violência contra a mulher no Carnaval

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Ações de conscientização reforçaram combate à violência contra a mulher no Carnaval
Foto: Sérgio Figueiredo

Foliões do tradicional bloco ‘As Muquiranas’ apoiaram a campanha “Não é Não”, promovida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) para combater a violência contra a mulher. Na tarde desta terça-feira, dia 4, integrantes da instituição estiveram presentes no bloco, que desfilou no circuito Osmar, no Campo Grande, distribuindo materiais educativos e tatuando os integrantes com o lema da campanha.

As Muquiranas foi um dos blocos em que o Ministério Público esteve presente para distribuir tatuagens e reforçar também a campanha ‘Luto por Elas’, contra a importunação sexual, integrando as nove ações realizadas durante o Plantão Integrado do MP, que teve início na última quinta-feira, 28, e seguiu até hoje, dia 5. 

Os integrantes do MPBA propagaram a mensagem de combate à violência também no cortejo da Mudança do Garcia, além de observatórios e camarotes públicos e privados. Cerca de 10 mil tatuagens, 200 adesivos para plotagem em banheiros públicos e privados e 24 mil ventarolas e panfletos educativos foram distribuídas durante os sete dias de folia. A promotora Sara Gama destaca ainda que iniciativas como essa tem também o objetivo de alertar sobre a importância da denúncia dos agressores. “Os cidadãos baianos e turistas estão ficando mais conscientes de que o carnaval é bom desde que se tenha respeito. E é assim que vamos continuar trabalhando para que em 2026 mulheres estejam ainda mais protegidas”, salientou.

Um dos foliões do bloco As Muquiranas aderiu à campanha e apoiou a ação. “Eu sou pai de duas crianças e uma delas é menina. Eu vou ensinar para eles que as pessoas são livres para fazerem o que bem entenderem, desde que respeite a vontade e o direito do outro. Direi que ela não é forçada a nada e que hoje em dia atitudes violentas para se conseguir um beijo ou qualquer contato a mais sem ela permitir é assédio”, declarou o educador físico Derick Ferreira, de 34 anos. 

A iniciativa faz parte de um esforço contínuo da instituição para sensibilizar os foliões, especialmente os associados dos blocos masculinos. “Os homens não podem chegar, pegar, beijar a mulher sem permissão. Elas não podem ser agredidas e só devem fazer o que querem. O trabalho do Ministério Público é necessário para conscientizar sobre a necessidade de respeito às mulheres durante essa festa tão bonita”, disse o executivo de vendas, Edvaldo dos Anos Cruz, Edvaldo Cruz, de 54 anos, associado do Filhos de Gandhy.

Para o professor e folião Oto Sextito, “é indescritível a reafirmação que essa campanha traz para a sociedade, principalmente para o Carnaval. Infelizmente, a nossa sociedade passa por inúmeras transformações, porém, a violência segue persistindo e atrasando tudo. Então a campanha como essa não só deve ser reafirmada agora no Carnaval, mas também em todos os dias, para que nenhuma mulher sofra com isso, nunca mais”, salientou.

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