Ações da Prefeitura de Salvador combatem trabalho infantil no Carnaval
Até o domingo (15), segundo a pasta, foram realizadas mais de 3 mil abordagens, com quase 100 cadastros realizados, além de 25 encaminhamentos

Equipes da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) vinculadas ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) estão com ações nas ruas durante o Carnaval de Salvador. Na manhã desta segunda-feira (16), por exemplo, foi realizada uma ação de conscientização e sensibilização de pais na passagem do bloco Happy no Circuito Osmar (Campo Grande).
Até o domingo (15), segundo a pasta, foram realizadas mais de 3 mil abordagens, com quase 100 cadastros realizados, além de 25 encaminhamentos. Os servidores identificaram oito casos de trabalho infantil, outros seis de trabalho indecente e 78 situações de vulnerabilidade social.
O titular da Sempre, Júnior Magalhães, destaca a importância do trabalho de abordagem social e sensibilização, com equipes especializadas, formadas por assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais. Além disso, o secretário ressalta a parceria com o programa Salvador Acolhe, da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), que acolhe os filhos de ambulantes durante o Carnaval.
“Reforçamos o nosso trabalho de sensibilização e orientação às famílias, encaminhando-as para o Salvador Acolhe. A gente conseguiu acolher um número muito maior de crianças e adolescentes, a cada ano isso vem crescendo. A população já conhece o serviço, tem confiança nas pessoas que trabalham, e temos conseguido fazer um atendimento digno”, afirma.
De acordo com a coordenadora de Articulações no Carnaval, Sueyde Bastos, a proposta é sensibilizar os pais sobre violações de direitos e dos deveres não só do Poder Público, mas também dos responsáveis, para proteger as crianças.
“O Salvador Acolhe atende as famílias que optam por deixar os filhos nos abrigos. O nosso trabalho é de sensibilizar as famílias para que, de fato, levem seus filhos para casa ou para o Salvador Acolhe. E nós vemos que as famílias têm aderido ao nosso trabalho”, pontua Sueyde.



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